Empresária é presa suspeita de vender pacotes de viagens que nunca existiram em PG
Ponta Grossa Vitrine

Empresária é presa suspeita de vender pacotes de viagens que nunca existiram em PG

18/09/2026 | 08:23 Por Redacao

Polícia Civil aponta ao menos 20 vítimas; clientes teriam pago antecipadamente por viagens para destinos como Porto de Galinhas, Gramado e Rio de Janeiro.

Uma empresária de 45 anos, proprietária de uma agência de viagens, foi presa preventivamente em Ponta Grossa durante uma investigação sobre a venda de pacotes turísticos que, segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), não eram efetivamente contratados.

A prisão foi cumprida pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. A mulher é investigada pela suposta prática reiterada de estelionato.

Até o momento, ao menos 20 vítimas foram formalmente identificadas no inquérito, com prejuízo estimado em dezenas de milhares de reais.

Clientes pagavam antes das viagens

Segundo a investigação, a empresária oferecia pacotes com preços atrativos e facilidades de pagamento para destinos turísticos como Porto de Galinhas, Gramado e Rio de Janeiro.

Para transmitir credibilidade aos clientes, ela teria afirmado possuir parcerias e vínculos com conhecidas agências do setor turístico.

Os pagamentos eram cobrados antecipadamente, principalmente por PIX ou transferência bancária. A Polícia Civil afirma que também eram utilizadas contas de terceiros, inclusive da mãe da investigada.

Reservas e passagens não eram emitidas

Depois dos pagamentos, conforme a PCPR, não eram realizadas reservas em hotéis, emissão de passagens aéreas ou contratação dos demais serviços previstos nos pacotes.

Quando a data da viagem se aproximava, a investigada supostamente interrompia o contato ou apresentava justificativas aos clientes.

Além dos prejuízos financeiros, a Polícia Civil destacou o impacto causado às famílias que haviam organizado férias e viagens com meses de antecedência e somente próximo ao embarque descobriam que os serviços contratados não haviam sido reservados.

Justiça determinou prisão preventiva

Após o caso ganhar repercussão, a empresária concedeu entrevistas negando irregularidades e afirmando que não havia aplicado golpes.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação e da suspeita de repetição das condutas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva. O pedido foi autorizado pelo Poder Judiciário.

A PCPR orienta outras pessoas que tenham contratado serviços com a mesma empresa e não tiveram as viagens realizadas a procurarem uma delegacia ou a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. A recomendação é apresentar contratos, comprovantes de pagamentos e registros de conversas para auxiliar nas investigações.