Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento; nova sessão será na quinta-feira
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Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento; nova sessão será na quinta-feira

21/09/2026 | 17:33 Por Redação MZ

Tribunal adiou decisão para o dia 24 após os Correios apresentarem novos documentos e pedirem que paralisação seja considerada abusiva.

A greve dos trabalhadores dos Correios continua em todo o país após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspender, nesta segunda-feira (21), a conclusão do julgamento do dissídio coletivo envolvendo a categoria.

Uma nova sessão foi marcada para quinta-feira (24), às 15h30. Até lá, permanece válida a determinação para que 80% do efetivo continue trabalhando nas unidades da estatal.

Correios pedem que greve seja considerada abusiva

A interrupção do julgamento ocorreu depois que os Correios apresentaram novos documentos e um pedido para que a paralisação seja considerada abusiva.

O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, decidiu suspender a sessão para permitir que os advogados das entidades representativas dos trabalhadores analisem a documentação apresentada pela empresa.

Caso o pedido de abusividade seja aceito, as entidades que representam os funcionários podem ser multadas em R$ 200 mil.

Plano de saúde está no centro do impasse

Um dos principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios envolve o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.

Os trabalhadores reivindicam a manutenção do atual modelo do benefício.

Durante a sessão desta segunda, a relatora, desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, apresentou relatório no qual reconheceu a data-base da categoria, considerou a greve não abusiva e defendeu a compensação dos dias de paralisação.

A relatora também indicou retorno dos trabalhadores às atividades nesta terça-feira (22), caso houvesse uma definição no julgamento. Com a suspensão da sessão, entretanto, a greve continua.

80% do efetivo deve permanecer trabalhando

Mesmo com a paralisação, uma liminar do TST já havia determinado que os Correios mantenham 80% dos trabalhadores em atividade.

A medida abrange serviços de atendimento, transporte e distribuição.

Os Correios afirmam que adotaram medidas para reduzir os impactos da greve aos clientes, incluindo remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para preservar as entregas.

A definição sobre o dissídio e sobre o pedido de abusividade da greve deverá voltar à pauta do TST na tarde de quinta-feira.