Tribunal adiou decisão para o dia 24 após os Correios apresentarem novos documentos e pedirem que paralisação seja considerada abusiva.
A greve dos trabalhadores dos Correios continua em todo o país após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspender, nesta segunda-feira (21), a conclusão do julgamento do dissídio coletivo envolvendo a categoria.
Uma nova sessão foi marcada para quinta-feira (24), às 15h30. Até lá, permanece válida a determinação para que 80% do efetivo continue trabalhando nas unidades da estatal.
Correios pedem que greve seja considerada abusiva
A interrupção do julgamento ocorreu depois que os Correios apresentaram novos documentos e um pedido para que a paralisação seja considerada abusiva.
O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, decidiu suspender a sessão para permitir que os advogados das entidades representativas dos trabalhadores analisem a documentação apresentada pela empresa.
Caso o pedido de abusividade seja aceito, as entidades que representam os funcionários podem ser multadas em R$ 200 mil.
Plano de saúde está no centro do impasse
Um dos principais pontos da disputa entre os trabalhadores e os Correios envolve o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.
Os trabalhadores reivindicam a manutenção do atual modelo do benefício.
Durante a sessão desta segunda, a relatora, desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, apresentou relatório no qual reconheceu a data-base da categoria, considerou a greve não abusiva e defendeu a compensação dos dias de paralisação.
A relatora também indicou retorno dos trabalhadores às atividades nesta terça-feira (22), caso houvesse uma definição no julgamento. Com a suspensão da sessão, entretanto, a greve continua.
80% do efetivo deve permanecer trabalhando
Mesmo com a paralisação, uma liminar do TST já havia determinado que os Correios mantenham 80% dos trabalhadores em atividade.
A medida abrange serviços de atendimento, transporte e distribuição.
Os Correios afirmam que adotaram medidas para reduzir os impactos da greve aos clientes, incluindo remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para preservar as entregas.
A definição sobre o dissídio e sobre o pedido de abusividade da greve deverá voltar à pauta do TST na tarde de quinta-feira.





