O SBT reconheceu publicamente que divulgou uma informação incorreta ao atribuir à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a responsabilidade por uma falha de áudio na propaganda eleitoral do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A correção foi publicada após esclarecimentos da estatal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o SBT, o problema ocorreu durante a conversão técnica do material. O TSE informou que os áudios das duas propagandas presidenciais não haviam sido carregados no momento da finalização das mídias. A falha foi corrigida antes da exibição da segunda propaganda, referente ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
A EBC afirmou que não era responsável pela operação que provocou o problema. A distribuição do sinal eleitoral é organizada por um conjunto de emissoras, conhecido como pool de mídia, responsável por receber os materiais das campanhas e encaminhá-los às emissoras que exibem o horário eleitoral.
O episódio ganha relevância no segundo turno, quando a comunicação das campanhas e a precisão das informações divulgadas se tornam temas centrais do debate público. A retratação do SBT esclarece a origem do problema, mas não deve ser confundida com uma decisão judicial sobre o mérito das campanhas ou com prova de interferência política.
O caso também reforça a importância de distinguir falhas técnicas de acusações de responsabilidade antes de compartilhar informações sobre a propaganda eleitoral.





