PR: Gaeco deflagra operação contra policial militar suspeito de desviar cigarros contrabandeados
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PR: Gaeco deflagra operação contra policial militar suspeito de desviar cigarros contrabandeados

23/10/2026 | 11:49 Por Redacao

Operação San Marino foi realizada nesta sexta-feira (23), em Umuarama. Militar do 25º BPM é investigado por suspeitas de corrupção, organização criminosa e outros crimes.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná, deflagrou na manhã desta sexta-feira (23) a Operação San Marino, em Umuarama, no Noroeste do Paraná.

A ação investiga um policial militar lotado no 25º Batalhão da Polícia Militar (BPM), suspeito de envolvimento em crimes de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.

Policial é suspeito de desviar parte de carga apreendida

Segundo as investigações, o militar teria recebido informações privilegiadas de um integrante de organização criminosa sobre uma carga de cigarros contrabandeados.

Após realizar a apreensão, o policial é suspeito de ter desviado parte da mercadoria como forma de retribuição pelas informações recebidas.

Os fatos ainda estão sob investigação, e as suspeitas deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.

Justiça determina afastamento do policial

Durante a operação, foram cumpridas três medidas judiciais em Umuarama:

  • Um mandado de busca e apreensão;
  • Um mandado de busca pessoal;
  • Um mandado de afastamento das funções públicas do investigado.

As ordens foram expedidas pela Vara da Justiça Militar Estadual.

Os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações, que serão submetidos à perícia.

Também foram recolhidos o fardamento, o armamento oficial e os equipamentos operacionais fornecidos pela Polícia Militar ao investigado.

Por que a operação recebeu o nome San Marino?

O nome Operação San Marino faz referência a uma marca de cigarros paraguaios, relacionada à carga contrabandeada que teria sido apreendida pelo policial investigado.

A investigação é conduzida pelo Núcleo do Gaeco de Umuarama, com participação da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.