Oftalmologista gaúcha Victoria d’Azevedo Silveira concluiu os 21 quilômetros da Meia Maratona de Valência em 1h36. Ela passou mal no dia seguinte à competição e não resistiu.
A médica oftalmologista brasileira Victoria d’Azevedo Silveira, de 29 anos, morreu na segunda-feira (26), na Espanha, um dia depois de participar da Meia Maratona de Valência, realizada no domingo (25).
Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Victoria teria viajado ao país europeu especialmente para disputar a competição.
De acordo com os registros da organização da prova, a médica completou o percurso de aproximadamente 21 quilômetros em 1 hora e 36 minutos.
No dia seguinte à corrida, ela passou mal e morreu. As informações divulgadas até o momento não esclarecem a causa da morte nem estabelecem relação direta entre a participação na prova e o falecimento.
Brasileira completou meia maratona em Valência
Victoria era apaixonada por corridas e mantinha o esporte como parte importante de sua rotina.
A médica participou da Meia Maratona de Valência, uma competição de corrida de rua realizada na cidade espanhola.
Segundo os dados oficiais da organização, ela conseguiu concluir o percurso em 1h36.
A morte ocorreu na segunda-feira, um dia após a competição, durante sua permanência na Espanha.
Não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias em que Victoria passou mal ou sobre eventual atendimento médico recebido antes do falecimento.
Quem era Victoria d’Azevedo Silveira?
Aos 29 anos, Victoria já havia construído uma trajetória profissional na área da Oftalmologia.
Ela era especialista em glaucoma e possuía mestrado em Ciências Cirúrgicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Em Porto Alegre, atuava como preceptora da residência médica do Hospital Banco de Olhos São Pietro (HBO), participando da formação e orientação de outros profissionais da Medicina.
Sua atuação reunia atendimento especializado e atividades ligadas ao ensino médico.
Hospital lamenta morte da oftalmologista
A instituição onde Victoria trabalhava divulgou uma nota de pesar nas redes sociais.
Na manifestação, o hospital destacou a dedicação profissional da médica e sua contribuição para a formação de residentes.
“Sua partida deixa uma profunda tristeza e uma lacuna entre colegas, alunos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com sua competência, dedicação e compromisso com a Medicina”, informou a instituição.
A homenagem ressaltou o impacto da perda entre os profissionais que conviveram com Victoria.
Médica praticava corrida desde 2020
Além da carreira na Medicina, Victoria tinha uma relação próxima com o esporte.
Desde 2020, ela treinava com o grupo de corrida Companhia dos Cavalos, que também publicou uma homenagem após a confirmação da morte.
Na mensagem, o grupo destacou a alegria que a médica transmitia aos colegas durante os treinos e encontros.
“Que Deus a receba de braços abertos e possa amenizar toda dor e a saudade que, junto com sua família, estamos sentindo pela sua partida. Jamais te esqueceremos”, declarou a equipe.
A homenagem expressou o sentimento de perda entre amigos e companheiros de corrida.
Itamaraty presta assistência à família
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, informou que está prestando assistência consular aos familiares da brasileira.
O apoio consular pode envolver orientações e procedimentos relacionados à morte de cidadãos brasileiros no exterior, conforme as necessidades da família e as normas locais.
Até a divulgação das informações, não haviam sido apresentados detalhes sobre o traslado do corpo, velório ou sepultamento.
Também não havia confirmação oficial sobre a causa do falecimento.
Causa da morte não foi divulgada
Embora Victoria tenha participado de uma competição esportiva no domingo, as informações disponíveis não permitem afirmar que a corrida tenha provocado seu falecimento.
A médica concluiu a meia maratona e morreu no dia seguinte, após passar mal durante a viagem.
As circunstâncias clínicas da morte não foram esclarecidas.
Victoria d’Azevedo Silveira tinha 29 anos e deixa uma trajetória marcada pela dedicação à Oftalmologia, à formação médica e à prática esportiva.





