O surto de ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5 mil mortes e 10 mil infecções, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira (30) e repercutidos pela agência Reuters.
A epidemia começou em maio e já é considerada a mais letal da história do país. O número de vítimas também coloca o atual surto entre os maiores já registrados no mundo, atrás apenas da epidemia que atingiu países da África Ocidental entre 2014 e 2016.
A doença é provocada pela variante Bundibugyo do vírus ebola, uma cepa rara para a qual não há tratamento ou vacina aprovados especificamente. A demora na identificação de casos, os conflitos armados e a sobrecarga dos serviços de saúde estão entre os fatores que dificultam o controle da transmissão.
Oito das 26 províncias congolesas foram atingidas. Parte das mortes ocorre fora dos centros de tratamento, o que dificulta o acompanhamento epidemiológico e a resposta das autoridades sanitárias.
A preocupação também ultrapassa as fronteiras do Congo. Casos já foram identificados em outros países africanos, incluindo Uganda e Quênia. A Nigéria também registrou um caso, tornando-se o quarto país africano a comunicar uma ocorrência relacionada à disseminação regional.
O ebola pode provocar febre, fraqueza intensa, dores musculares e, em casos graves, hemorragias e falência de órgãos. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou materiais contaminados.
As autoridades de saúde continuam monitorando a expansão do surto e tentando ampliar a identificação de casos, o atendimento aos pacientes e as medidas de prevenção.





