PR EM ALERTA: Ciclone extratropical ameaça Paraná com temporais após destruição em Maringá
Paraná

PR EM ALERTA: Ciclone extratropical ameaça Paraná com temporais após destruição em Maringá

03/11/2026 | 14:07 Por Redacao

Novo sistema meteorológico pode provocar chuvas intensas, rajadas de vento e granizo a partir desta terça-feira (3). Maringá registrou ventos próximos de 97 km/h e decretou estado de calamidade pública após os últimos temporais.

O Paraná está novamente em alerta para a ocorrência de tempestades com a formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul do Brasil, a partir desta terça-feira (3 de novembro). A previsão indica possibilidade de chuvas intensas, ventos fortes, descargas elétricas e queda de granizo em diferentes regiões do estado.

O novo alerta ocorre após uma sequência de temporais que provocou destruição em municípios paranaenses, especialmente em Maringá, no Noroeste do estado, e Marquinho, na região Centro-Sul.

Em Maringá, as rajadas de vento chegaram perto de 97 km/h, provocando quedas de árvores, destelhamentos e danos à rede elétrica. A gravidade da situação levou a Prefeitura a decretar estado de calamidade pública.

Segundo a previsão do Meteored, além do Paraná, outros sete estados podem ser atingidos pelas instabilidades: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

Maringá registra ventos de quase 100 km/h e decreta calamidade pública

Maringá está entre as cidades paranaenses mais afetadas pelos temporais registrados no início de novembro.

Entre a meia-noite e as 7h de segunda-feira (2), o município acumulou quase 50 milímetros de chuva. Durante a tempestade, as rajadas de vento se aproximaram dos 97 km/h.

A força do temporal provocou quedas de árvores, destelhamentos e prejuízos em diferentes pontos da cidade.

Um prédio administrativo do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná também sofreu danos. Parte do telhado foi arrancada e uma árvore caiu dentro do quartel, comprometendo a estrutura.

Apesar dos estragos registrados na unidade, não houve feridos.

Inicialmente, o fenômeno foi classificado pelos bombeiros como um vendaval severo acompanhado de chuva intensa.

Posteriormente, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontou a possibilidade de que uma supercélula tenha se formado durante o episódio.

Diante da dimensão dos prejuízos, a Prefeitura de Maringá decretou estado de calamidade pública.

Ciclone extratropical pode provocar novos temporais nesta terça e quarta-feira

A formação do ciclone extratropical está associada à chegada de uma frente fria e ao avanço de um cavado atmosférico.

A combinação de calor, umidade e encontro de massas de ar favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas, capazes de produzir tempestades intensas.

No Paraná e em Santa Catarina, a previsão indica que as chuvas devem ganhar força principalmente a partir da tarde desta terça-feira (3).

As instabilidades podem continuar durante a madrugada e a manhã de quarta-feira (4).

Ao longo da tarde de quarta-feira, novas áreas de chuva devem avançar do Rio Grande do Sul em direção ao Sul do Paraná.

Entre os fenômenos previstos estão:

  • Chuvas intensas e acumulados elevados;
  • Rajadas de vento fortes;
  • Descargas elétricas;
  • Possibilidade de queda de granizo;
  • Alagamentos em áreas urbanas;
  • Elevação do nível de rios;
  • Quedas de árvores e danos a estruturas.

A orientação é acompanhar os comunicados meteorológicos e os alertas da Defesa Civil.

Temporais já afetaram mais de 4 mil pessoas no Paraná

O estado iniciou novembro com registros de estragos provocados por diferentes fenômenos meteorológicos.

De acordo com boletim da Defesa Civil divulgado na segunda-feira (2), 21 municípios paranaenses registraram ocorrências entre domingo (1º) e segunda-feira (2).

O levantamento aponta:

  • 4.067 pessoas afetadas;
  • 28 pessoas desalojadas;
  • 456 residências danificadas;
  • Uma residência destruída;
  • 21 municípios com ocorrências.

Entre os fenômenos registrados estão vendavais, granizo, enxurradas e alagamentos.

Os danos também atingiram a rede de distribuição de energia elétrica em diferentes localidades.

Segundo a Copel, mais de 170 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem fornecimento de energia em razão dos temporais.

Entre as causas estavam quedas de postes e outros danos provocados pelos ventos e pelo granizo.

Marquinho tem quase um quarto da população atingida

Além de Maringá, o município de Marquinho, na região Centro-Sul do Paraná, sofreu prejuízos expressivos durante as tempestades recentes.

A cidade, que possui aproximadamente 4,4 mil habitantes, registrou cerca de 1.080 pessoas afetadas pelos temporais.

O número representa quase um quarto da população municipal.

Segundo informações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, foram contabilizadas 270 residências danificadas.

A Prefeitura estima que até 70% do município tenha apresentado algum tipo de estrago.

Além das moradias, escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais também foram atingidos.

Os prejuízos ocorreram tanto na área urbana quanto nas comunidades de Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará.

Simepar aponta possibilidade de supercélula em Maringá

Após analisar a tempestade que atingiu Maringá, o Simepar identificou características que indicam a possível formação de uma supercélula.

Esse tipo de tempestade possui uma estrutura organizada, marcada pela presença de uma corrente de ar ascendente que gira continuamente em seu interior.

As supercélulas são menos comuns e podem apresentar grande intensidade.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, essas tempestades podem produzir ventos muito fortes, granizo de grandes dimensões e até tornados, dependendo das condições atmosféricas.

Em determinadas situações, uma supercélula pode permanecer ativa durante várias horas.

A possibilidade apontada pelo Simepar não significa, porém, que tenha ocorrido um tornado em Maringá.