PR: Paraná registra três mortes por dia por câncer de próstata e está entre os estados mais afetados do Brasil
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PR: Paraná registra três mortes por dia por câncer de próstata e está entre os estados mais afetados do Brasil

04/11/2026 | 09:45 Por Redacao

Dados apontam 1.145 mortes pela doença em 2024 e estimativa de 3.370 novos casos anuais entre 2026 e 2028. Diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura a 95%.

O Paraná está entre os estados brasileiros com maior número de casos e mortes por câncer de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde. Os números reforçam a importância da campanha Novembro Azul, dedicada à conscientização sobre a saúde masculina e à identificação precoce da doença.

Em 2024, último ano com dados consolidados de mortalidade apresentados, 1.145 pessoas morreram em decorrência do câncer de próstata no estado, o equivalente a aproximadamente três óbitos por dia.

O Paraná ocupa a sexta posição nacional em número absoluto de mortes e apresenta a quarta maior taxa bruta de mortalidade do país, com 19,82 óbitos por 100 mil habitantes, acima da média brasileira de 17,2.

Paraná pode registrar mais de 3,3 mil novos casos por ano

As estimativas do Inca para o período de 2026 a 2028 apontam 3.370 novos diagnósticos anuais de câncer de próstata no Paraná, colocando o estado na quinta posição nacional em número absoluto de casos previstos.

Isso representa uma média aproximada de nove novos registros por dia, ou um diagnóstico a cada duas horas e 36 minutos.

O cenário evidencia a necessidade de ampliar a conscientização sobre a doença, especialmente porque o câncer de próstata pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

Diagnóstico precoce pode aumentar chances de cura para 95%

O médico urologista e senador Nelsinho Trad (PSD-MS) destacou que a identificação da doença em estágio inicial é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento.

Segundo ele, o câncer de próstata geralmente não provoca sintomas no começo, o que pode dificultar sua descoberta quando o homem procura atendimento apenas após perceber alterações na saúde.

Quando diagnosticado precocemente, o tumor pode apresentar chances de cura de até 95%, conforme a avaliação citada pelo especialista.

A investigação médica pode envolver exames como o PSA, realizado por meio de coleta de sangue, e o toque retal, além de outros procedimentos conforme a necessidade clínica.

A decisão sobre o rastreamento deve ser individualizada, considerando idade, histórico familiar, fatores de risco e orientação médica.

Pesquisa revela que homens ainda procuram pouco atendimento médico

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que apenas 32% dos homens se consideram cuidadosos com a própria saúde.

Outro dado chama a atenção: 46% afirmam procurar atendimento médico somente quando apresentam algum sintoma.

Esse comportamento pode atrasar a identificação de doenças que se desenvolvem silenciosamente, como o câncer de próstata.

Histórico familiar exige atenção redobrada

A presença de casos da doença entre familiares próximos é um dos fatores que devem ser considerados na avaliação do risco individual.

Homens que possuem pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata podem apresentar risco aproximadamente duas vezes maior, com possibilidade de aumento quando existem vários casos na família.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda discutir a avaliação individualizada a partir dos 45 anos para homens com fatores de risco e dos 50 anos para aqueles sem fatores adicionais.

Já o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional de rotina em homens sem sintomas, orientando que benefícios e possíveis riscos dos exames sejam discutidos com um profissional de saúde.

Novembro Azul reforça importância da prevenção e do acompanhamento médico

A campanha Novembro Azul busca incentivar os homens a adotarem hábitos saudáveis, acompanharem suas condições de saúde e procurarem orientação profissional.

O diagnóstico em fases iniciais pode ampliar as opções de tratamento, enquanto a avaliação médica permite identificar fatores de risco e definir os cuidados adequados para cada paciente.