AMEAÇAS DE BOMBA ATINGEM PELO MENOS SETE VOOS NA EUROPA E PROVOCAM DESVIOS E INTERDIÇÕES
Segurança

AMEAÇAS DE BOMBA ATINGEM PELO MENOS SETE VOOS NA EUROPA E PROVOCAM DESVIOS E INTERDIÇÕES

04/11/2026 | 18:22 Por Redação MZ

Pelo menos sete voos comerciais e um navio de cruzeiro receberam ameaças de bomba na Europa na terça-feira (3), provocando alterações de rotas, inspeções emergenciais e interrupções temporárias em aeroportos. Apesar da mobilização de equipes de segurança em diferentes países, nenhum explosivo foi encontrado nas aeronaves inspecionadas, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.

Os alertas atingiram voos com destino a Varsóvia, na Polônia, Sófia, na Bulgária, Roma, na Itália, e Múrcia, na Espanha. Em um dos episódios, um avião precisou ser desviado para outro aeroporto, enquanto autoridades acionaram equipes especializadas para realizar buscas.

Na Polônia, um voo da companhia LOT que partiu de Londres e deveria pousar no aeroporto Chopin, em Varsóvia, foi direcionado ao aeroporto de Modlin. A instalação chegou a ser fechada temporariamente para permitir a inspeção da aeronave e foi reaberta depois que as equipes não encontraram nenhum dispositivo explosivo.

Outro voo com destino a Varsóvia, operado pela SAS e procedente de Copenhague, pousou normalmente no aeroporto Chopin. As autoridades informaram que não havia explosivos a bordo e que a operação aeroportuária não precisou ser interrompida nesse caso.

Na Bulgária, dois voos que seguiam para Sófia também foram alvo de ameaças. Um deles partiu de Milão/Bérgamo e era operado pela Wizz Air, com 176 passageiros. O outro saiu de Dublin, operado pela Ryanair, transportando 186 pessoas. Ambos pousaram em segurança e passaram por inspeções, sem localização de explosivos.

Na Espanha, um voo da Ryanair que fazia a rota entre Manchester e Múrcia provocou a mobilização de equipes de emergência. Parte do aeroporto foi isolada durante a verificação da aeronave, mas a ameaça foi considerada falsa após as buscas.

Na Itália, dois voos da Ryanair, um procedente de Lisboa e outro de Dublin, foram inspecionados no aeroporto de Fiumicino, em Roma. A aeronave que partiu de Dublin recebeu escolta da Força Aérea italiana até o pouso. As inspeções foram concluídas sem localização de dispositivos explosivos.

O alerta também chegou ao setor marítimo. Um navio de cruzeiro com bandeira do Panamá, o Crown Iris, foi inspecionado na ilha grega de Syros após uma pessoa informar que um dispositivo explosivo estaria preso ao casco da embarcação. Cães farejadores e mergulhadores participaram das buscas, e novas verificações foram previstas pelas autoridades.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ameaças, e as autoridades não atribuíram responsabilidade pelos episódios. Especialistas em segurança da aviação avaliaram que a quantidade de alertas em um único dia foi excepcional e que a dispersão dos alvos pode indicar uma tentativa de provocar desorganização nas operações de transporte.

Os episódios acontecem em meio a preocupações europeias com possíveis ações de sabotagem e ataques híbridos contra estruturas civis. Autoridades de países da região têm discutido riscos relacionados a operações digitais, ameaças contra infraestrutura e tentativas de desestabilização, mas não há confirmação de que os alertas tenham sido coordenados por algum governo ou organização.

Apesar da ausência de explosivos, a sequência de ameaças mobilizou serviços de segurança, provocou atrasos e exigiu protocolos especiais em aeroportos e embarcações. As investigações continuam para identificar a origem das comunicações e esclarecer se os episódios possuem alguma conexão entre si.