SUS incorpora medicamento para doença autoimune que pode evoluir para cirrose
Brasil Saúde

SUS incorpora medicamento para doença autoimune que pode evoluir para cirrose

06/11/2026 | 19:26 Por Redação MZ

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o bezafibrato ao tratamento da colangite biliar primária, uma doença hepática crônica de origem autoimune que pode provocar danos progressivos ao fígado e evoluir para cirrose.

A decisão foi oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 73, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6). Com a incorporação, o medicamento passa a integrar a lista de tecnologias que deverão ser disponibilizadas pelo sistema público para o tratamento da doença.

A colangite biliar primária atinge os pequenos ductos biliares dentro do fígado. A inflamação e a destruição progressiva dessas estruturas prejudicam o fluxo da bile e podem provocar lesões hepáticas ao longo do tempo.

A condição é mais frequente em mulheres, especialmente entre 40 e 70 anos, embora também possa atingir homens e pessoas de outras faixas etárias. Entre os sintomas estão coceira persistente, fadiga, ressecamento dos olhos e da boca e, em fases mais avançadas, manifestações relacionadas ao comprometimento do fígado.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, o tratamento com bezafibrato busca contribuir para a redução de sintomas como coceira e cansaço, além de favorecer a melhora ou regressão de lesões hepáticas em pacientes elegíveis.

A publicação da portaria representa uma etapa importante para a ampliação do acesso ao tratamento, mas a oferta não será necessariamente imediata em todas as unidades de saúde.

A norma estabelece prazo máximo de 180 dias para que as áreas técnicas responsáveis efetivem a disponibilização do medicamento no SUS. Nesse período, deverão ser organizados os procedimentos necessários para a incorporação e o acesso dos pacientes.

A medida amplia as alternativas terapêuticas na rede pública e poderá beneficiar pessoas que convivem com uma doença crônica que exige acompanhamento médico contínuo.

Pacientes com diagnóstico ou suspeita de colangite biliar primária devem manter acompanhamento especializado e seguir as orientações médicas. A incorporação do medicamento não significa que ele seja indicado indistintamente para todos os pacientes: a utilização depende de avaliação clínica.