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“Bolsonaro sofreu injustiça”, diz deputado líder do PL sobre busca e apreensão

03/05/2023 | 16:01 Por Redação MZ Modificado em 03, maio, 2023 4:01

O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (RJ) disse hoje que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não cometeu fraude e classificou como “absurda” a busca e apreensão feita contra o político pela manhã.

Altineu se manifestou sobre o assunto na saída da sede do PL, em Brasília, onde se reuniu com Bolsonaro nesta manhã e onde o ex-chefe do Executivo permanece. No local estão o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros amigos.

“Ele nunca escondeu de ninguém que apesar de ele ter comprado mais de 500 milhões de doses de vacina para o povo brasileiro, ele decidiu não tomar a vacina. Então ele não cometeu nenhum tipo de fraude. É um absurdo essa situação ter acontecido com o ex-presidente da República”, afirmou Altineu.

“E nos causa  uma indignação porque, depois de ter sido criada a CPMI que o governo não queria, depois do Bolsonaro ter feito o sucesso que fez, ser abraçado pela população na Agrishow em Ribeirão Preto, e depois de ontem o governo ter perdido a votação do [PL das] Fake News, porque nós gostaríamos de um outro texto e o governo queria aprovar aquele texto que remete a censura, ter acontecido essa situação, então óbvio que está todo mundo chateado com isso. O Bolsonaro não deve nada”, complementou.

Ainda de acordo com o deputado, o ex-presidente “está bem, está firme e obviamente está chateado com essa situação. Porque qualquer um do povo brasileiro que sofra uma busca e apreensão e se sente injustiçado fica chateado”. Desde que voltou ao Brasil, o ex-presidente Bolsonaro tem dado expediente na sede do PL.

Ele quer o esclarecimento dos fatos, conforme Altineu. “Agora, a gente fica muito chateado com isso, de ter acontecido isso tudo nesse contexto do governo ter perdido a votação de ontem, de ter criada a CPMI que o governo não apoiou”.

Segundo o deputado, como o ex-presidente não tomou vacina, não pode constar em seu cartão de vacinação que ele tomou e ele não fraudou o cartão. “Bolsonaro sofreu uma injustiça no nosso entendimento”, pontuou, se referindo à operação.

A filha do Bolsonaro, Laura, de 12 anos, tem atestado e nunca tomou vacina porque teve alergia, afirmou o deputado também. Em hipótese alguma, então, ressaltou, consta na carteira de vacinação. Já Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama, tomou uma dose da vacina contra a covid nos EUA, de acordo com Altineu.

Ele não soube dizer se Bolsonaro irá à Polícia Federal (PF) ainda nesta quarta para prestar depoimento. A PF fez buscas nas casas do ex-presidente, em Brasília e no Rio de Janeiro, em operação que mira associação criminosa que inseria informações falsas nos sistemas do Ministério da Saúde para emissão de certificados falsos de vacinação contra a covid-19. O ex-presidente e a esposa Michelle se encontravam na casa em Brasília no momento em que os policiais chegaram.

Segundo a PF, as inserções falsas ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e possibilitavam a condição de imunizado contra a covid-19 dos beneficiários do esquema para burlar restrições sanitárias vigentes no país e nos Estados Unidos. Supostamente, Bolsonaro, Michelle, a filha Laura, Mauro Cid e família tiveram seus cartões de vacinas adulterados para viajarem aos Estados Unidos.

Críticas

Altineu deixou a sede do PL por volta de 12h20. Outros aliados de Bolsonaro criticaram, nesta 4ª, a operação da Polícia Federal. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL-RJ) disse, pelo Twitter, que “antigamente a PF fazia operações contra a corrupção. Hoje a outrora gloriosa Polícia Federal faz buscas e apreensões e prisões por suspeitas na vacinação. Que vergonha para a Instituição e para o Brasil”.

Bibo Nunes (RS), vice-líder do PL na Câmara dos Deputados, classificou a busca e apreensão de “absurdo descabido”. “Não existem provas, e Bolsonaro repetiu hoje que ele e a filha não tomaram vacina. Estão procurando pelo em ovo”, complementou.

O senador Magno Malta (PL-ES), por sua vez, falou, em vídeo publicado no Twitter, que o ex-presidente é “um homem honesto, de bem. Limpo. Enfrentou o sistema, e o sistema o odeia. Essa é a prova mais contundente dessa ação de hoje e tantas outras que vem ocorrendo contra ele. Eu venho falando sobre o ativismo judicial ao longo de uma história no Parlamento desde os meus mandatos de senador da República. Todos nós conservadores que rejeitamos esse cerco ideológico vamos pagar esse preço. Hoje foi o presidente, amanhã será outro e assim sucessivamente para nos calar”. Ao final do vídeo, prestou solidariedade a Bolsonaro.

Com informações SBT.

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