Amélie Voigt Trejes, herdeira da WEG, tem patrimônio estimado em R$ 6,7 bilhões e superou um herdeiro alemão por apenas sete semanas de diferença de idade
Herdeira da WEG
A catarinense Amélie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta quinta-feira (27). O patrimônio da jovem é estimado em R$ 6,7 bilhões.
Amélie superou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por apenas sete semanas de diferença de idade.
Discreta e distante dos holofotes, a brasileira pertence à terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, especializada na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções industriais.
A fortuna da jovem está diretamente relacionada à sua participação acionária na companhia, uma das empresas mais valiosas da Bolsa brasileira.
Participação na companhia
Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul, ao lado de Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As iniciais dos três deram origem ao nome WEG.
Apesar de não ocupar cargo executivo na empresa, Amélie integra o grupo de acionistas controladores por meio da estrutura societária mantida pela família.
Segundo os registros societários apresentados no levantamento, ela possui 5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, equivalentes a aproximadamente 0,126% do capital da companhia.
A jovem também possui participação de 33,33% na Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., holding familiar dividida igualmente entre ela e os irmãos Felipe e Pedro, além de participação de 33,33% na Clica Voigt Administradora Ltda.
Considerando as participações diretas e indiretas, Amélie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% do capital da empresa.
Ela também integra o bloco controlador da WPA Participações e Serviços S.A., holding que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG.
Família concentra jovens bilionários
A WEG passou a ser chamada nos últimos anos de uma espécie de “fábrica de bilionários”, em razão do número de integrantes das famílias fundadoras que aparecem entre os brasileiros mais ricos.
Cinco dos seis brasileiros mais jovens presentes no ranking de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt:
- Dora Voigt de Assis, 28 anos: patrimônio de US$ 1,4 bilhão;
- Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
- Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
- Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão;
- Amélie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão.
Felipe e Pedro são irmãos gêmeos de Amélie e dividem com ela participações em holdings familiares relacionadas ao controle da empresa.
De motores elétricos a soluções industriais
Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, a WEG iniciou suas atividades produzindo motores elétricos. Ao longo das décadas, a companhia ampliou sua atuação e passou a fabricar uma ampla variedade de equipamentos para os setores elétrico e industrial.
Entre os produtos fabricados pela multinacional estão:
- motores elétricos;
- geradores;
- transformadores;
- turbinas;
- painéis elétricos;
- sistemas de automação industrial;
- equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia;
- carregadores para veículos elétricos;
- tintas industriais e automotivas;
- componentes elétricos.
Segundo a própria empresa, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.
A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil colaboradores no mundo e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais nos cinco continentes.
Em 2024, a empresa também registrou um marco ao nomear, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para sua diretoria executiva.
Fortuna acompanha valorização da WEG
A riqueza de Amélie está ligada principalmente à valorização das ações da WEG ao longo dos anos.
A companhia se consolidou como uma das maiores fabricantes globais de equipamentos elétricos e também como uma das empresas de maior valor de mercado da Bolsa brasileira.
A combinação entre o crescimento da empresa e a estrutura societária mantida pelas famílias fundadoras permitiu que diferentes herdeiros acumulassem grandes patrimônios por meio de suas participações acionárias, mesmo sem necessariamente ocuparem cargos de gestão na companhia.





