Agências voltam a atender presencialmente em todo o país nesta quarta-feira (30), após decisão do Tribunal Superior do Trabalho
A Caixa Econômica Federal retoma o atendimento presencial nas agências de todo o país nesta quarta-feira (30), após o fim da greve nacional dos bancários. A paralisação, iniciada em 10 de setembro, chegou ao fim após julgamento do caso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Em nota, a Caixa confirmou o retorno dos atendimentos presenciais após a decisão do tribunal. Segundo o banco, foi encerrado o processo de negociação coletiva submetido à Justiça do Trabalho. Sindicatos e confederações de bancários também confirmaram o retorno ao trabalho.
TST determina fim da paralisação
Na terça-feira (29), o TST julgou a greve como não abusiva, determinou o retorno imediato dos trabalhadores, sob pena de multa, e definiu reajuste salarial de 4,6%, percentual também aplicado ao plano de saúde.
O principal ponto de divergência durante as negociações foi o convênio médico. Caixa e bancários realizaram 54 rodadas de negociação e apresentaram ao menos três propostas relacionadas ao plano de saúde, que foram rejeitadas pela categoria. A última rejeição ocorreu em 21 de setembro.
Os bancários alegam que o reajuste e as mudanças previstas no plano fariam com que o aumento salarial fosse anulado.
A categoria também afirma que as principais afetadas seriam as mães chefes de família, devido à possibilidade de divisão de valores conforme a faixa etária dos dependentes. Atualmente, os bancários pagam 3,5% sobre o salário-base pelo convênio, com limite de 7%. O ministro relator do caso no TST, Maurício Godinho, manteve esse percentual.
A Caixa entrou com pedido de dissídio coletivo em 23 de setembro. No dia 25, o ministro determinou que os bancários mantivessem 60% do efetivo, de forma presencial ou online. Na segunda-feira (28), as agências funcionavam parcialmente.
Serviços permaneceram disponíveis durante a greve
Mesmo durante a paralisação, os clientes puderam utilizar os canais digitais e os caixas eletrônicos da Caixa para realizar pagamentos e outras operações bancárias.
Entre as opções de atendimento e serviços disponíveis estavam:
- Caixas eletrônicos;
- Aplicativo Caixa;
- Site da Caixa;
- WhatsApp Caixa: 0800-1040104;
- Caixa Tem;
- Aplicativo Cartões Caixa;
- Aplicativo Habitação Caixa;
- Aplicativo FGTS;
- Lotéricas;
- Correspondentes Caixa Aqui;
- Aplicativo DPVAT;
- Alô Caixa: 4004-0104 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-1040104 para as demais localidades;
- Rede Banco24Horas.
Como funciona atualmente o plano de saúde dos bancários
Pelas regras atuais, o funcionário da Caixa contribui com 3,5% da remuneração-base para ter acesso ao plano de saúde.
Também há cobrança de R$ 75 por consulta em pronto-atendimento, seja para o titular ou seus dependentes. Esse valor será reajustado em 4,6%.
Cada dependente direto possui mensalidade de R$ 480, e a soma das mensalidades do titular e dos dependentes diretos é limitada a 7% da remuneração-base do titular.
Na proposta apresentada pela Caixa e rejeitada pelos bancários, a mensalidade de cada dependente direto teria aumento de 16,7%, além da elevação do limite máximo de comprometimento da remuneração do grupo familiar.
Não há divisão do valor conforme a idade do dependente.
A Caixa também custeia parte dos valores, com pagamento de percentual de 6,5% sobre a folha de salários.
Pelas regras atuais, quem ingressou na Caixa antes de 2018 mantém o plano de saúde na aposentadoria. Já quem entrou após 2018 perde o direito ao convênio médico ao se aposentar.
Proposta apresentada pela Caixa
Na última negociação, o banco público propôs ampliar de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.
A proposta também previa:
- Manutenção do pacto intergeracional;
- Manutenção do convênio no acordo coletivo de trabalho;
- Ausência de cobrança diferenciada por faixa etária;
- Nenhum reajuste nas mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano;
- A partir de 2027, contribuição do titular de 3,7% da remuneração-base;
- Mensalidade de R$ 560 para dependente direto;
- Mensalidade de R$ 660 para dependente indireto que seja filho de 21 a 24 anos;
- Mensalidade de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes;
- Limite de 9% para o grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos;
- Consulta em pronto-atendimento no valor de R$ 120;
- Custeio no modelo 60/40, com estudo para ampliação para 70/30;
- Manutenção do modelo solidário.





