Embarcação de bandeira de Singapura transportava cerca de 2,5 mil contêineres quando foi atingida e afundou. Toda a tripulação foi retirada em segurança, enquanto a causa do incidente ainda gera dúvidas.
Pescadores encontraram centenas de iPhones flutuando nas águas próximas ao Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, após o naufrágio de um navio porta-contêineres que transportava milhares de mercadorias pela região.
Os aparelhos faziam parte da carga do GFS Pride, embarcação registrada em Singapura que foi atingida na terça-feira (13 de outubro), sofreu um incêndio e posteriormente afundou.
Segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, todos os tripulantes conseguiram ser evacuados em segurança.
O episódio ocorreu em uma das passagens marítimas mais importantes para o transporte internacional de mercadorias e petróleo.
Navio transportava cerca de 2,5 mil contêineres
O GFS Pride navegava pelo Estreito de Ormuz quando foi atingido durante a travessia.
A embarcação transportava aproximadamente 2,5 mil contêineres, incluindo aquele que continha os aparelhos celulares encontrados posteriormente pelos pescadores.
Após o impacto, um incêndio atingiu o navio, que começou a ser inundado até afundar.
Imagens verificadas mostram uma grande quantidade de fumaça negra saindo da embarcação durante o incidente.
Registros posteriores e imagens de satélite também revelaram mercadorias espalhadas pelo mar e uma pequena mancha de óleo na região do naufrágio.
Pescadores encontram centenas de celulares na água
Depois que o navio afundou, parte da carga ficou espalhada pelas águas próximas ao local do acidente.
Foi nesse cenário que pescadores encontraram centenas de iPhones flutuando no mar.
Os aparelhos pertenciam à carga transportada pelo GFS Pride e estavam entre as mercadorias que se dispersaram após o naufrágio.
Não foram divulgadas informações sobre os modelos dos celulares, o valor total da carga perdida ou o destino comercial dos produtos.
Mina naval ou drone? Causa do incidente é questionada
A causa do impacto que atingiu o navio ainda é alvo de versões diferentes.
A emissora estatal iraniana Press TV informou que a embarcação teria atingido uma mina naval enquanto navegava por uma rota não autorizada.
Entretanto, especialistas questionam essa explicação e consideram que um ataque realizado por drone pode ser uma hipótese mais provável.
As informações disponíveis não permitem estabelecer de maneira conclusiva qual foi a origem do impacto.
Tripulação foi evacuada em segurança
Apesar do incêndio e do naufrágio, todos os integrantes da tripulação foram retirados da embarcação em segurança.
A informação foi confirmada pela Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.
O episódio também provocou a dispersão de parte da carga no mar, incluindo contêineres e outros materiais transportados pelo navio.
Ataques no Estreito de Ormuz afetam transporte de petróleo
O naufrágio ocorreu em meio ao aumento dos incidentes envolvendo embarcações na região do Estreito de Ormuz.
Segundo dados da Organização Marítima Internacional (OMI), embora diversos navios tenham sido atingidos na passagem marítima ao longo de 2026, os naufrágios registrados no Oriente Médio desde o início do conflito envolvendo o Irã, em fevereiro, ainda são relativamente raros.
Os dados mencionam o segundo e o terceiro casos de naufrágio no período.
Os ataques contra embarcações se intensificaram desde o final de setembro, afetando novamente o fluxo de petróleo que sai do Oriente Médio.
A redução no transporte da commodity contribuiu para a elevação dos preços internacionais do petróleo.
O caso do GFS Pride chama atenção tanto pela perda da carga quanto pelo impacto dos incidentes marítimos sobre o comércio internacional.





