Chefe de facção criminosa do Paraná é encontrado morto em penitenciária federal de Brasília
Policial

Chefe de facção criminosa do Paraná é encontrado morto em penitenciária federal de Brasília

03/09/2026 | 13:19 Por Redacao

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, Marcos Silas Neves de Souza, de 42 anos, morreu por suicídio; ele era apontado como líder do Cartel do Sul

O chefe de uma organização criminosa do Paraná, Marcos Silas Neves de Souza, de 42 anos, foi encontrado morto dentro de uma cela da Penitenciária Federal de Brasília na manhã deste domingo (30). Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a morte ocorreu por suicídio.

De acordo com a Senappen, o detento foi encontrado desacordado durante a primeira rotina de revista e entrega de alimentação realizada na unidade prisional. Uma equipe de atendimento foi acionada e constatou o óbito.

A secretaria informou ainda que os órgãos competentes foram comunicados e que os procedimentos necessários estão em andamento.

Prisão ocorreu em 2021

Marcos Silas foi preso em 2021, em São Paulo, quando tentava realizar uma cirurgia plástica. Ele era apontado como líder do Cartel do Sul, organização criminosa que, segundo as investigações, mantinha ligação com o Comando Vermelho no Paraná.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontaram Silas como um dos principais traficantes de cocaína do país.

Investigação apontou patrimônio milionário

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro obtido com o tráfico de drogas teria sido lavado por meio da aquisição de imóveis de alto padrão no litoral de Santa Catarina.

Durante as investigações, a corporação identificou aproximadamente 260 apartamentos que seriam pertencentes a Marcos Silas.

A apuração também apontou suspeitas de envolvimento do criminoso com agentes públicos. As investigações buscavam esclarecer a estrutura financeira e as atividades da organização criminosa.

Morte será investigada

A Senappen informou que os procedimentos relacionados à morte já foram iniciados. As circunstâncias do caso deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.

A morte ocorreu enquanto Marcos Silas estava sob custódia do sistema penitenciário federal.