Corpo de curitibana encontrada morta na Espanha segue sem liberação após cinco meses
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Corpo de curitibana encontrada morta na Espanha segue sem liberação após cinco meses

02/09/2026 | 17:29 Por Redação MZ

Família de Gisele Fernanda Theodoro Meira viajou à Europa acompanhada por advogada para cobrar respostas e acompanhar investigação sobre a morte da jovem de 32 anos

Cinco meses após a curitibana Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, ser encontrada morta em um apartamento na cidade de Oliva, na Espanha, o corpo da jovem ainda não foi liberado pelas autoridades.

A família viajou à Europa acompanhada por uma advogada para acompanhar o andamento da investigação e buscar respostas sobre os exames que ainda precisam ser concluídos, além da previsão para a liberação do corpo e o traslado ao Brasil.

Segundo as informações disponíveis sobre o caso, o corpo de Gisele foi criogenizado e permanece sob custódia das autoridades espanholas para a realização de procedimentos periciais.

Entre os exames pendentes estão análises relacionadas ao cérebro, consideradas necessárias para a conclusão dos trabalhos da perícia.

Mãe reconheceu pertences da filha

Durante a viagem à Espanha, a mãe de Gisele esteve em Valência e teve acesso aos pertences deixados pela filha.

Roupas, malas e outros objetos pessoais foram apresentados à família. Emocionada, a mãe reconheceu as peças que pertenciam à curitibana.

A família agora busca esclarecer junto às autoridades espanholas quando os procedimentos periciais serão concluídos e em que momento o corpo poderá ser liberado para o velório e sepultamento no Brasil.

Família terá reunião sobre investigação

Os familiares foram até o tribunal responsável pelo caso, onde uma reunião foi marcada para discutir o andamento da investigação.

O encontro deve abordar os procedimentos conduzidos pelo juiz responsável, os exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal e a previsão para a liberação do corpo.

A família também pretende visitar locais relacionados à investigação na cidade de Oliva.

Para sábado (5), está prevista uma vigília em uma praça da região. O objetivo é pedir justiça pela morte de Gisele.

Até o momento, ninguém foi preso.

Jovem foi encontrada morta em março

Gisele morreu no dia 30 de março. Ela foi encontrada sem vida no quarto do apartamento onde morava com o namorado e outros dois homens.

Um documento preliminar da perícia apontou a asfixia mecânica como causa da morte.

Os exames ainda buscam esclarecer de que forma a asfixia aconteceu, incluindo a análise das hipóteses de enforcamento ou esganadura.

A defesa da família também levantou a possibilidade de a jovem ter sido incapacitada antes da morte.

Entre as hipóteses apresentadas estão um possível trauma cerebral, o uso de alguma substância ou a possibilidade de Gisele ter ficado inconsciente antes de sofrer a asfixia.

O resultado do exame toxicológico também é aguardado.

Defesa questiona hipótese de suicídio

Desde o início da investigação, a defesa da família questiona a possibilidade de que a cena encontrada no apartamento tenha sido montada para simular um suicídio.

Essa hipótese, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelas autoridades espanholas.

Dois moradores do imóvel também continuam sendo considerados relevantes para a investigação.

Segundo a defesa, um deles teve o álibi confirmado após ter saído para trabalhar na manhã em que o caso ocorreu.

O outro permaneceu no apartamento e, juntamente com o namorado de Gisele, é apontado como pessoa de interesse no andamento das investigações.

Enquanto os exames seguem em andamento, a família aguarda a liberação do corpo para que Gisele possa receber um velório e ser sepultada no Brasil.

Foto: Reprodução