Corrida contra o tempo: paranaense percorre mais de 600 km para conseguir transplante de fígado
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Corrida contra o tempo: paranaense percorre mais de 600 km para conseguir transplante de fígado

09/09/2026 | 18:19 Por Redação MZ

Um paranaense de Foz do Iguaçu precisou percorrer mais de 600 quilômetros entre avião e helicóptero para conseguir chegar a tempo ao hospital onde faria um transplante de fígado. A operação ocorreu em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, depois que o órgão foi captado em Maringá.

Azuil Gomes Teotonio estava na fila de transplantes desde 2025 e recebeu o chamado para o procedimento no dia 24 de agosto. O fígado inicialmente seria destinado a outro paciente, mas, após não poder ser utilizado no primeiro caso, acabou sendo direcionado para ele.

A urgência para o deslocamento fez com que a família descartasse a viagem de carro. Azuil embarcou em um voo comercial em Foz do Iguaçu com destino ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

O desafio era fazer com que o paciente chegasse ao Hospital Angelina Caron praticamente no mesmo período da aterrissagem. De carro, o trajeto entre o aeroporto e a unidade poderia levar cerca de 40 minutos, dependendo das condições do trânsito.

Mobilização envolveu equipes de emergência

Diante da necessidade de rapidez, familiares procuraram a Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu em busca de uma alternativa para o transporte.

A solicitação desencadeou uma mobilização envolvendo diferentes setores da rede de atendimento. A Coordenação de Urgência e Emergência do Paraná entrou na articulação, que também contou com o Samu Curitiba e o Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Depois de desembarcar em São José dos Pinhais, Azuil foi levado de helicóptero até o hospital onde faria a cirurgia.

Segundo a equipe responsável pela operação, a integração entre os serviços foi fundamental para garantir que o paciente chegasse com segurança e dentro do período necessário para o procedimento.

Órgão ficou cerca de sete horas fora do corpo do doador

Quando os médicos iniciaram o transplante, o fígado estava há aproximadamente sete horas fora do corpo do doador. O tempo de preservação do órgão é um dos fatores considerados importantes para o sucesso da cirurgia.

Mesmo diante da urgência, o procedimento foi concluído em 2 horas e 38 minutos.

A equipe médica destacou que a rapidez da cirurgia foi possível graças à experiência dos profissionais, à estrutura do hospital e à mobilização realizada desde o deslocamento do paciente.

Paciente recebeu alta seis dias depois

Azuil apresentou boa evolução após o transplante e deixou o hospital apenas seis dias depois da cirurgia.

Agora, ele segue em recuperação e precisa manter o acompanhamento médico no período pós-transplante.

Para a família, toda a mobilização foi decisiva para que o procedimento pudesse acontecer dentro do tempo necessário, transformando uma viagem de mais de 600 quilômetros em uma verdadeira corrida pela vida.

 

Imagem Ilustrativa.