Criminosos bebem espumante durante furto de R$ 5 milhões em joias na Rua Oscar Freire, em SP
Policial

Criminosos bebem espumante durante furto de R$ 5 milhões em joias na Rua Oscar Freire, em SP

13/10/2026 | 10:34 Por Redacao

Grupo passou cerca de 18 horas dentro de estabelecimentos comerciais, abriu buracos em paredes e desativou sistemas de segurança para chegar à joalheria. Ninguém havia sido preso até a manhã desta terça-feira (13).

Um furto milionário registrado na Rua Oscar Freire, uma das regiões comerciais mais valorizadas de São Paulo, chamou a atenção pela ousadia dos criminosos. Além de levarem aproximadamente R$ 5 milhões em joias, os suspeitos chegaram a consumir espumante durante a invasão.

A ação ocorreu entre a manhã de domingo (11) e a madrugada de segunda-feira (12), na região dos Jardins, Zona Oeste da capital paulista.

Segundo a Polícia Civil, pelo menos três pessoas participaram do crime, que envolveu a invasão de um imóvel em obras, a passagem por duas lojas de roupas e a abertura de buracos nas paredes para alcançar a joalheria.

O grupo permaneceu nos estabelecimentos por aproximadamente 18 horas e conseguiu fugir antes que o furto fosse descoberto.

Criminosos beberam espumante durante a invasão

Um dos detalhes que chamaram a atenção dos investigadores foi o comportamento dos envolvidos durante o furto.

De acordo com o depoimento de um comerciante à polícia, os criminosos encontraram uma garrafa de espumante no estoque de um dos estabelecimentos invadidos e consumiram a bebida enquanto permaneciam no imóvel.

A informação veio a público nesta terça-feira (13).

Além das joias, os suspeitos também levaram mercadorias das lojas de roupas utilizadas como passagem para chegar ao estabelecimento principal.

Grupo abriu buracos nas paredes para alcançar joalheria

As investigações apontam que os criminosos iniciaram a ação por volta das 7h de domingo (11).

O primeiro acesso ocorreu por uma loja em obras na Rua Melo Alves, localizada na região dos Jardins.

A partir desse imóvel, os suspeitos abriram passagens nas paredes e atravessaram duas lojas de roupas até alcançar a joalheria situada na Rua Oscar Freire.

O grupo permaneceu no interior dos estabelecimentos até aproximadamente 1h30 de segunda-feira (12).

Depois de recolher os objetos, os envolvidos deixaram o local pelo mesmo caminho utilizado na entrada.

Câmeras foram cobertas com papel-alumínio

Para dificultar a identificação e evitar que a invasão fosse percebida, os criminosos adotaram medidas contra os equipamentos de segurança.

Conforme a apuração policial, câmeras de monitoramento foram cobertas com papel-alumínio e sistemas de alarme acabaram desativados.

Mesmo assim, imagens de câmeras de segurança registraram movimentações dos suspeitos na parte externa dos estabelecimentos.

Esses registros poderão auxiliar a Polícia Civil na identificação dos envolvidos.

Joias estavam guardadas em gavetas e móveis

Ao chegarem à joalheria, os criminosos encontraram as peças armazenadas em móveis e gavetas.

Segundo as informações policiais, as joias não estavam guardadas em cofres.

O grupo recolheu os produtos, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, e deixou o imóvel sem ser interceptado.

O valor corresponde à estimativa inicial das joias furtadas. Também foram levados produtos das duas lojas de roupas atravessadas pelos criminosos.

Barulho de obra não levantou suspeitas entre vizinhos

A movimentação prolongada dos invasores não despertou desconfiança imediata de pessoas que estavam nas proximidades.

Segundo a polícia, os vizinhos já estavam habituados aos ruídos provocados pelas obras no imóvel utilizado como ponto de entrada.

Por esse motivo, os barulhos produzidos durante a abertura das paredes não foram inicialmente associados a uma atividade criminosa.

O furto só foi percebido quando o gerente da joalheria chegou ao estabelecimento e encontrou o interior da loja revirado.

Ele acionou a polícia, que constatou a existência dos buracos nas paredes e identificou o trajeto utilizado pelos suspeitos.

Polícia investiga furto milionário; ninguém foi preso

A ocorrência foi registrada como furto qualificado no 78º Distrito Policial, responsável pela região dos Jardins.

A Polícia Civil trabalha para identificar os participantes e esclarecer como o grupo planejou a invasão e conseguiu permanecer tanto tempo nos estabelecimentos sem ser descoberto.

Entre os procedimentos previstos estão a perícia nos imóveis e a análise de possíveis impressões digitais por meio do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (AFIS).

As imagens de monitoramento também integram os elementos que poderão contribuir para a investigação.

Até a manhã desta terça-feira (13), nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.

Foto: Abraão Cruz/g1/Reprodução