Consumidor chegou a comer parte do produto antes de perceber a presença do animal. Fiscalização encontrou fezes e urina de roedores, alimentos vencidos e irregularidades sanitárias em Porto Alegre.
A proprietária de um estabelecimento de produção de alimentos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (14 de outubro), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após uma denúncia envolvendo a presença de um rato morto dentro de um bolo comercializado no local.
A situação foi descoberta depois que um consumidor procurou as autoridades para relatar o ocorrido. Segundo a Polícia Civil, o cliente chegou a consumir parte do bolo antes de identificar o animal.
A denúncia motivou uma fiscalização que constatou diversas irregularidades sanitárias no estabelecimento, resultando na prisão da responsável e na interdição do local.
Fiscalização encontra fezes, urina de ratos e alimentos vencidos
Durante a inspeção, os agentes encontraram condições precárias de higiene nas instalações utilizadas para a produção de alimentos.
Entre as irregularidades identificadas estavam:
- Fezes e urina de roedores;
- Indícios da presença de ratos nas dependências;
- Produtos alimentícios com prazo de validade vencido;
- Condições inadequadas de higiene e armazenamento.
Diante dos problemas constatados, o estabelecimento foi interditado, impedindo a continuidade das atividades.
Cliente havia consumido parte do bolo
De acordo com a delegada Milena Simioli, titular da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (DECON), o consumidor percebeu a presença do rato morto somente depois de ter ingerido parte do alimento.
A denúncia levou as autoridades a investigar as condições de produção e comercialização dos produtos.
A proprietária foi detida em flagrante em razão das irregularidades verificadas durante a fiscalização.
Operação Expurgo combate riscos à saúde dos consumidores
A ação integra a Operação Expurgo, conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul para identificar estabelecimentos que descumprem normas sanitárias e colocam em risco a segurança alimentar da população.
Segundo a corporação, a operação possui caráter permanente e prevê novas fiscalizações em locais de produção e venda de alimentos.
O objetivo é combater práticas irregulares, identificar produtos impróprios para consumo e prevenir situações que possam comprometer a saúde dos consumidores.





