Com a vitória no leilão da BR-116, a Régis Bittencourt passa a integrar o portfólio da EPR no Paraná, tornando-se a quarta concessão administrada pela empresa no estado.
Atualmente, a companhia já opera importantes corredores rodoviários por meio das concessionárias EPR Iguaçu, EPR Litoral Pioneiro e EPR Paraná, responsáveis por milhares de quilômetros de rodovias federais e estaduais que conectam diversas regiões paranaenses.
A nova concessão compreende um trecho de 383 quilômetros da BR-116 entre Curitiba e a Região Metropolitana de São Paulo, passando por 16 municípios. A rodovia é considerada estratégica para o transporte de cargas e o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste.
Contrato prevê mais de R$ 11 bilhões em investimentos
O projeto prevê R$ 7,07 bilhões em investimentos em obras (Capex) e R$ 4,06 bilhões em custos operacionais (Opex) ao longo do período de concessão.
A Régis Bittencourt integra o grupo de contratos que passaram por repactuação após dificuldades enfrentadas na concessão anterior. Administrada pela Arteris desde 2008, a rodovia apresentou desafios relacionados ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato, além de problemas como degradação do pavimento, elevado número de acidentes e interrupções frequentes no tráfego.
Após solicitação da concessionária, o Ministério dos Transportes aprovou, em 2024, a remodelagem contratual. O processo também recebeu parecer favorável da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Tribunal de Contas da União (TCU), permitindo a realização do novo leilão.
Rodovia é fundamental para a logística nacional
A Régis Bittencourt registra tráfego médio superior a 29 mil veículos por dia, sendo aproximadamente 80% desse volume composto por caminhões e ônibus.
Desde dezembro de 2017, toda a extensão da rodovia opera em pista dupla, após a conclusão das obras de duplicação da Serra do Cafezal, em Miracatu (SP).
No trecho concedido, a BR-116 atravessa municípios paulistas como Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Registro, Pariquera-Açu e Barra do Turvo. No Paraná, passa por Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Colombo, Pinhais e Curitiba.
Especialistas do setor avaliam que a integração da Régis Bittencourt às demais concessões administradas pela EPR no Paraná poderá proporcionar ganhos operacionais, formando um corredor logístico contínuo entre o estado e a Região Metropolitana de São Paulo.




