Paraná é o segundo estado com maior população carcerária do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública
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Paraná é o segundo estado com maior população carcerária do Brasil, aponta Anuário de Segurança Pública

24/07/2026 | 09:56 Por Redacao

Estado soma quase 110 mil pessoas privadas de liberdade e registra taxa de encarceramento mais que o dobro da média nacional.

Paraná ocupa segunda posição no país

O Paraná é o segundo estado brasileiro com o maior número de pessoas privadas de liberdade, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. De acordo com o levantamento, o estado contabilizou 109.198 pessoas presas em 2025, ficando atrás apenas de São Paulo, que possui 222.037 detentos.

A maior parte da população carcerária paranaense está no sistema penitenciário, incluindo os regimes fechado, semiaberto e aberto, além de pessoas em medidas de segurança, internação, tratamento ambulatorial e prisão domiciliar. Outras 16 pessoas permaneciam sob custódia das polícias.

Em comparação com o ano anterior, quando o estado registrava 105.915 presos, houve um crescimento de 2,5%, com o acréscimo de 3.267 pessoas privadas de liberdade.

Taxa de encarceramento é uma das maiores do país

Apesar de São Paulo possuir mais presos em números absolutos, a taxa de encarceramento no Paraná é significativamente superior. O estado registra 918,4 presos para cada 100 mil habitantes, enquanto São Paulo possui taxa de 484,2.

A média nacional é de 452 presos por 100 mil habitantes, o que coloca o Paraná com um índice superior ao dobro da média brasileira. Apenas Acre (976,9), Distrito Federal (969,5) e Rondônia (924,7) apresentam taxas maiores.

Mortes violentas caem, mas estado ainda registra média de cinco por dia

O levantamento também aponta redução nas mortes violentas intencionais (MVI) no Paraná. Em 2025, foram registrados 1.844 casos, uma queda de 15,5% em relação aos 2.170 registrados no ano anterior.

A diminuição foi impulsionada principalmente pela redução de 24,1% nos homicídios dolosos, que passaram de 1.663 para 1.270 ocorrências.

Por outro lado, as mortes decorrentes de intervenção policial aumentaram, passando de 400 para 482 casos no período analisado.

Mesmo com a redução, o estado ainda registra, em média, cinco mortes violentas por dia. A taxa paranaense é de 15,5 mortes por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional, de 19,1.

Indicadores de violência contra mulheres apresentam resultados distintos

O anuário também mostra queda em diversos crimes contra mulheres. Os casos de feminicídio diminuíram 20,7%, passando de 109 registros em 2024 para 87 em 2025.

Também houve redução de:

  • ameaças contra mulheres, de 78.332 para 78.056 casos;
  • lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, de 32.227 para 31.461 registros;
  • estupros contra mulheres, de 7.072 para 5.899 ocorrências.

Em contrapartida, aumentaram os registros de perseguição (stalking), com crescimento de 14%, passando de 7.150 para 8.203 casos, além da violência psicológica contra mulheres, que apresentou alta de 36,2%, saltando de 1.861 para 2.550 registros.

Casos de violência contra crianças preocupam

Entre os crimes envolvendo crianças e adolescentes, o levantamento aponta crescimento de algumas ocorrências.

Os registros de abandono de incapaz aumentaram 31,5%, passando de 669 para 874 casos. Já os casos de maus-tratos cresceram 27,5%, subindo de 2.494 para 3.159 ocorrências.

Por outro lado, houve redução de 31,9% nos registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes, além de queda de 11% nos casos de estupro e estupro de vulnerável, que passaram de 6.143 para 5.431 registros.