Em artigo, o climatologista Carlos Nobre afirma que a ampliação da geração por combustíveis fósseis contraria os compromissos ambientais assumidos pelo país.
Especialista critica expansão da energia fóssil
O climatologista Carlos Nobre afirmou que a realização de novos leilões para contratação de energia proveniente de combustíveis fósseis pode comprometer a política climática brasileira e dificultar o cumprimento das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa.
Em artigo publicado nesta terça-feira (14), o pesquisador destaca que o Brasil enfrenta impactos cada vez mais intensos das mudanças climáticas, como secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e incêndios florestais.
Eventos extremos preocupam
Segundo o especialista, os efeitos do aquecimento global já afetam diferentes regiões do país e representam desafios para a segurança hídrica, a produção de alimentos, a economia e a saúde da população.
No texto, ele cita o aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos, que vêm causando prejuízos ambientais e sociais em diversos estados brasileiros.
Defesa da transição energética
Carlos Nobre argumenta que a ampliação da participação de fontes fósseis na matriz energética pode dificultar a transição para uma economia de baixo carbono.
Para o climatologista, o Brasil possui potencial para ampliar investimentos em fontes renováveis, como energia solar, eólica e outras tecnologias de menor impacto ambiental.
Segundo ele, decisões relacionadas ao setor energético devem considerar os compromissos climáticos assumidos pelo país e a necessidade de reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.





