Indústria alimentícia e setor de óleos e gorduras lideraram as vendas externas do município, que movimentou mais de US$ 164 milhões no comércio internacional durante o mês.
Ponta Grossa registra forte desempenho nas exportações
Ponta Grossa alcançou US$ 164.511.113, o equivalente a R$ 837.394.467, em exportações durante julho de 2026. O valor considera a modalidade FOB (Free on Board), que inclui os custos da mercadoria até o embarque para o transporte internacional, sem incluir frete e seguro externos.
Os dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro, mostram a importância da indústria e do agronegócio de Ponta Grossa para a economia regional.
Indústria alimentícia lidera embarques
O principal destaque das exportações do município em julho foi o grupo formado por produtos das indústrias alimentares, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, tabaco e seus produtos manufaturados.
A categoria movimentou US$ 74.893.980, aproximadamente R$ 381.225.336, representando a maior parcela das vendas externas de Ponta Grossa no mês.
Na segunda posição apareceu o segmento de gorduras e óleos animais ou vegetais, produtos da sua dissociação, gorduras alimentares elaboradas e ceras de origem animal ou vegetal, que registrou US$ 55.037.682, cerca de R$ 280.152.808.
Já o grupo de pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas, papel ou cartão para reciclar, papel e suas obras movimentou US$ 16.867.963, equivalente a aproximadamente R$ 85.861.305.
Outros setores também contribuíram
O segmento de produtos das indústrias químicas ou conexas registrou US$ 9.778.592, o equivalente a R$ 49.774.988.
Na sequência, o grupo formado por madeira, carvão vegetal e obras dessas matérias, cortiça, espartaria e cestaria alcançou US$ 2.799.880, cerca de R$ 14.251.949.
Os produtos do reino vegetal somaram US$ 1.685.555, enquanto o setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e de som e imagem movimentou US$ 1.550.476.
Entre os demais segmentos aparecem:
- Plásticos, borracha e suas obras: US$ 1.291.462;
- Metais comuns e suas obras: US$ 265.041;
- Matérias têxteis e suas obras: US$ 170.953;
- Produtos minerais: US$ 60.508;
- Material de transporte: US$ 54.725;
- Obras de pedra, gesso, cimento e vidro: US$ 17.602;
- Instrumentos ópticos, fotográficos, médico-cirúrgicos, relógios e instrumentos musicais: US$ 17.451;
- Animais vivos e produtos do reino animal: US$ 13.518;
- Peles, couros e artigos de viagem: US$ 5.391;
- Mercadorias e produtos diversos: US$ 334.
Município lidera exportações em cinco segmentos no Paraná
O resultado de julho reforça o desempenho de Ponta Grossa no comércio exterior ao longo de 2026.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referentes ao primeiro semestre, apontaram que o município terminou os primeiros seis meses do ano na liderança do Paraná em cinco segmentos importantes das exportações.
Ponta Grossa ficou em primeiro lugar no estado nas vendas de tortas e resíduos da extração de óleo de soja, com US$ 372,18 milhões; óleo de soja, com US$ 227,31 milhões; papel, cartão e pasta de celulose, com US$ 78,73 milhões; painéis de partículas de madeira, com US$ 16,20 milhões; e ácidos gordos industriais, com US$ 10,20 milhões.
Em quatro dessas categorias, Ponta Grossa também alcançou a primeira posição no ranking nacional. No segmento de resíduos da extração de óleo de soja, o município ficou na terceira colocação do país.
Os números reforçam a participação da indústria e do agronegócio de Ponta Grossa no comércio exterior e a relevância do município na pauta de exportações do Paraná.





