Gaeco deflagra megaoperação contra organização criminosa com 559 mandados em quatro estados
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Gaeco deflagra megaoperação contra organização criminosa com 559 mandados em quatro estados

15/06/2026 | 10:57 Por Redação MZ b

Operação Panóptico mobilizou cerca de mil policiais e teve como alvo uma facção criminosa com atuação nacional a partir de unidades prisionais.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira (15) a Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), uma das maiores ações já realizadas contra o crime organizado no estado.

Ao todo, foram cumpridos 559 mandados judiciais, sendo 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

A operação tem como alvo uma organização criminosa de abrangência nacional que atua a partir de estabelecimentos prisionais.

Mil policiais participaram da ação

A ofensiva foi resultado de investigações conduzidas pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná e contou com integração entre o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Participaram da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, totalizando cerca de mil policiais distribuídos em 204 equipes.

Parte significativa das ordens judiciais foi cumprida dentro de unidades prisionais. Segundo o Gaeco, 176 mandados de prisão e 92 mandados de busca e apreensão tiveram como alvo investigados que já se encontravam encarcerados.

Mandados foram cumpridos em dezenas de cidades

No Paraná, as ordens judiciais foram executadas em 34 municípios:

Astorga, Arapoti, Candói, Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória.

Também houve cumprimento de mandados nas cidades de Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

Objetivo é enfraquecer atuação da facção

De acordo com o Ministério Público, a operação busca responsabilizar o maior número possível de integrantes da organização criminosa, além de reunir provas e aprofundar investigações relacionadas a outros crimes supostamente praticados pelo grupo.

As prisões determinadas pela Justiça também têm como objetivo impedir a continuidade das atividades criminosas atribuídas aos investigados.

As apurações que deram origem à operação vêm sendo desenvolvidas desde o final de 2025 e envolveram medidas autorizadas por diferentes órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas paranaenses.

Nome da operação faz referência à vigilância permanente

O nome “Panóptico” deriva da expressão grega que significa “aquilo onde tudo é visto”.

O conceito foi popularizado pelo sociólogo francês Michel Foucault na obra “Vigiar e Punir”, em que utiliza a ideia de uma estrutura capaz de permitir observação constante de uma ampla área, simbolizando vigilância contínua e permanente.

Ação integra estratégia nacional de combate ao crime organizado

A Operação Panóptico faz parte das diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).

Criado em 2002, o GNCOC reúne os Ministérios Públicos de todo o país e atua de forma integrada com forças policiais, órgãos de inteligência e instituições de fiscalização para combater organizações criminosas com atuação interestadual e nacional.