Multidão invadiu o Hospital Nyakunde em Ituri após a morte de uma mulher que desenvolveu anemia, forçando pacientes com Ebola e a equipe a fugir
Na última quarta‑feira (15), uma multidão enfurecida invadiu o Hospital Nyakunde, localizado na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, pouco depois da morte de uma paciente que havia ido ao centro para dar à luz.
Segundo François Berocan Uderos, biólogo médico do hospital, a mulher desenvolveu anemia grave e faleceu por volta das 15h. Familiares tentaram doar sangue, mas a equipe recusou, pois transfusões são proibidas durante surtos de Ebola.
Com a violência, a cerca foi arrombada, pedras foram lançadas e o gerador que mantinha o hospital em funcionamento foi desligado. A equipe médica abandonou o local e, segundo relatos, cerca de dez pacientes com Ebola deixaram o leito.
O episódio evidencia a desconfiança da população e a insegurança que têm dificultado o controle do 17º surto de Ebola no país, que já registra mais de 2 mil casos confirmados e quase 800 mortes. O exército congolês abriu investigação sobre o ataque.





