Mercado reagiu à vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula e passou a apostar em possíveis mudanças na condução das contas públicas
O mercado financeiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% contra 45,16% dos votos válidos, diferença de 1,87 ponto percentual.
A vantagem contrariou parte das pesquisas anteriores à votação e levou investidores a rever suas expectativas para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Bolsa bate recorde e dólar recua
O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos, impulsionado principalmente pela queda dos juros futuros e pela expectativa de uma possível mudança na condução das contas públicas.
Entre as ações que registraram fortes altas estavam Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Itaú.
O dólar também reagiu. A moeda americana caiu 4,12%, fechando a R$ 5,0010, depois de chegar a R$ 4,9530 durante o pregão.
Mercado aposta em possível ajuste fiscal
A reação positiva está relacionada à expectativa de que um eventual novo governo possa adotar medidas para melhorar o equilíbrio das contas públicas.
A equipe de Flávio Bolsonaro afirma que pretende promover cortes de gastos equivalentes a 1,5% do PIB, com um ajuste estimado em cerca de R$ 190 bilhões. No entanto, ainda não foram apresentados cálculos detalhados sobre como essas medidas seriam implementadas.
Especialistas destacam que a valorização dos ativos brasileiros dependerá da transformação dessas expectativas em medidas concretas, além da aprovação e execução das propostas.
Cenário ainda pode mudar
Apesar da reação do mercado, o resultado do primeiro turno não define a eleição. Debates, pesquisas, apoios políticos e novas declarações dos candidatos podem alterar as expectativas até a votação de 25 de outubro.
A composição do Congresso também será acompanhada pelos investidores, já que a aprovação de medidas econômicas dependerá de articulação política.





