Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na Comarca de Mococa; Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita
Corpo foi encontrado em estrada rural
O corpo do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas na noite de quarta-feira (7), em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.
O magistrado era integrante do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e atuava na Comarca de Mococa. Segundo a Polícia Militar, o veículo encontrado pertencia ao juiz.
O caso foi registrado como morte suspeita e é investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Até a publicação das informações, ninguém havia sido preso.
Testemunha acionou a polícia
O veículo foi localizado por volta das 19h15, na Estrada de Terra Euclides Dotta.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha ouviu o som da buzina e, na sequência, percebeu o carro em chamas. A pessoa correu até uma fábrica próxima e comunicou o segurança, que acionou a Polícia Militar pelo telefone 190.
Um motorista e operador de máquinas que passava pelo local em uma retroescavadeira tentou ajudar no combate às chamas. Ele utilizou o equipamento para jogar terra sobre o veículo, mas afirmou que não percebeu a presença de alguém dentro do carro devido à quantidade de fumaça.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou o incêndio.
Perícia encontrou galão com odor de gasolina
Após o controle das chamas, a Polícia Militar informou que o corpo do juiz foi encontrado totalmente carbonizado no banco do motorista.
O local foi isolado para o trabalho da perícia. Equipes das polícias Civil e Científica estiveram na área para coletar elementos que possam contribuir para a investigação.
Durante a vistoria, a terra que cobria parte do corpo foi retirada. Segundo o boletim de ocorrência, havia forte odor de gasolina.
Os peritos também encontraram um galão com forte odor de gasolina na parte dianteira do banco do motorista, próximo aos pedais.
Até o momento, não foram identificados aparentemente ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca, nem marcas aparentes de violência.
Pertences permaneciam no veículo
Após os trabalhos periciais, não foram encontrados indícios de que objetos pessoais da vítima tivessem sido levados.
A aliança permanecia no dedo do magistrado e a carteira estava no console da porta do veículo.
A identificação foi feita por meio de uma tatuagem localizada no lado esquerdo do abdômen, além da conferência dos documentos pessoais encontrados na carteira.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde exames deverão auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.
Investigação está em fase inicial
O delegado Jorge Mazzi informou que a investigação ainda está em fase inicial e que todas as hipóteses são consideradas.
Por isso, neste momento, não é possível apontar a causa ou as circunstâncias da morte.
TJ-SP manifesta pesar
O Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou uma nota de pesar nesta quinta-feira (8) e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do magistrado.
O tribunal também destacou a dedicação e as contribuições prestadas por Gustavo de Castro Campos ao longo de sua carreira.





