Júri é interrompido em Curitiba após tentativa de suicídio de réu
Policial

Júri é interrompido em Curitiba após tentativa de suicídio de réu

11/09/2026 | 11:26 Por Redacao

Ronaldo Massuia é acusado de matar fotógrafo e ferir outras sete pessoas em ataque ocorrido em 2022; julgamento será retomado em nova data

O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, realizado em Curitiba, foi interrompido nesta quinta-feira (10) após o réu ser encontrado em uma situação de tentativa de suicídio dentro de uma cela nas dependências do Tribunal do Júri.

Massuia é acusado de um ataque ocorrido em uma loja de conveniências de um posto de gasolina, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, que resultou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli, de 32 anos, além de deixar outras sete pessoas feridas. O crime aconteceu em 1º de maio de 2022.

Diante da ocorrência, a juíza presidente da sessão, Mychelle Pacheco, dissolveu o Conselho de Sentença.

Advogado encontrou o réu na cela

Segundo a defesa, por volta das 15h50, enquanto o julgamento estava em andamento, o advogado Heitor Luiz Bender percebeu que Massuia estava atentando contra a própria vida.

O advogado entrou no plenário e pediu socorro aos policiais. Na sequência, agentes e o assistente técnico da defesa foram até a cela e prestaram atendimento ao réu.

Massuia recebeu atendimento de uma equipe do Samu e foi encaminhado ao Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A juíza recomendou que ele permaneça separado dos demais detentos para avaliação psicológica.

Defesa nega possibilidade de encenação

Em manifestação, o advogado Heitor Bender afirmou que a situação foi real e grave e rejeitou qualquer possibilidade de que o episódio tenha sido provocado com o objetivo de interromper o julgamento.

A defesa também afirmou que as circunstâncias relacionadas à custódia e à segurança de Massuia poderão ser apuradas pelas autoridades competentes.

Provas do julgamento estão preservadas

Apesar da interrupção, as provas produzidas durante o julgamento foram preservadas. O réu continuará preso e um inquérito policial foi instaurado para investigar o ocorrido.

A segunda etapa do julgamento deverá contar com o depoimento da última testemunha de acusação, além de 14 testemunhas de defesa, e posteriormente o interrogatório de Ronaldo Massuia.

O julgamento havia começado na quarta-feira (9) e estava previsto para terminar nesta sexta-feira (11). Uma nova data deverá ser definida para a continuidade da sessão.

Defesa da família de vítima se manifesta

O episódio também provocou reação entre os advogados que representam a família de André Munir Fritoli.

Em nota, a defesa afirmou que a notícia causou pânico entre as pessoas presentes no Tribunal do Júri, já que inicialmente houve preocupação de que pudesse existir algum risco aos presentes.

Os advogados defenderam que o episódio seja rigorosamente apurado e que um novo júri seja marcado o mais breve possível, com expectativa pela condenação do réu.

Acusação

Ronaldo Massuia responde por homicídio triplamente qualificado pela morte de André Munir Fritoli e por sete tentativas de homicídio triplamente qualificadas.

As qualificadoras apontadas são motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Massuia está preso desde o dia do crime.