A Microsoft anunciou uma ação contra uma estrutura internacional de crimes digitais que, segundo a empresa, ajudou criminosos a enviar mais de 1 bilhão de mensagens maliciosas desde o início de 2026. A operação atingia organizações e usuários em mais de 150 países, incluindo o Brasil.
A rede reunia serviços utilizados para obter contas fraudulentas, hospedar páginas falsas e preparar campanhas de phishing. Entre os serviços citados estão YAM Store, CoGUI e Iron Man, que forneciam ferramentas e infraestrutura para golpes em larga escala.
De acordo com a Microsoft, mais de 750 milhões das mensagens identificadas foram direcionadas a seus próprios clientes. As campanhas buscavam induzir vítimas a acessar páginas que imitavam empresas conhecidas e órgãos públicos, com o objetivo de roubar credenciais, dados financeiros e informações de autenticação.
Os criminosos utilizavam diferentes canais, incluindo e-mail e mensagens de texto. As páginas fraudulentas eram construídas para parecer legítimas, aumentando o risco de que pessoas fornecessem senhas ou dados bancários sem perceber que estavam diante de uma fraude.
A ação contou com cooperação de outras organizações e empresas de tecnologia, além de medidas judiciais para interromper a infraestrutura utilizada pelos operadores.
O caso mostra como golpes digitais podem ser organizados como um mercado de serviços: em vez de cada criminoso construir sua própria estrutura, diferentes grupos compram ferramentas prontas para ampliar o alcance das fraudes.
Para se proteger, usuários devem desconfiar de mensagens que criam urgência, evitar clicar em links inesperados e acessar serviços financeiros digitando diretamente o endereço oficial no navegador. Também é recomendável ativar autenticação em duas etapas e nunca fornecer códigos de acesso recebidos por SMS ou aplicativo.





