MPPR denuncia 15 investigados por esquema de golpes bancários operado em Ponta Grossa
Notícia Policial Ponta Grossa

MPPR denuncia 15 investigados por esquema de golpes bancários operado em Ponta Grossa

04/08/2026 | 17:40 Por manu

Segundo o Ministério Público, organização criminosa utilizava uma falsa central telefônica para aplicar fraudes em vítimas de sete estados, causando prejuízo superior a R$ 1,4 milhão.

Operação investigou organização criminosa

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou 15 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Os crimes foram apurados durante a Operação A Rede, e a denúncia já foi recebida pela Justiça.

Segundo o MPPR, o grupo mantinha uma falsa central telefônica instalada em Ponta Grossa, de onde realizava contatos com correntistas de instituições financeiras em diferentes regiões do país.

Investigados se passavam por funcionários de bancos

De acordo com as investigações, os integrantes da organização se apresentavam como funcionários de bancos durante ligações telefônicas para convencer as vítimas a fornecer informações pessoais e bancárias.

Além das ligações, os investigados também teriam utilizado páginas falsas na internet e links maliciosos para obter senhas e outros dados sigilosos.

Com essas informações, o grupo acessava indevidamente as contas bancárias das vítimas e realizava o desvio dos valores.

Golpes atingiram vítimas de sete estados

As investigações identificaram pelo menos 11 vítimas entre agosto de 2024 e outubro de 2025.

Os prejuízos ultrapassam R$ 1,4 milhão, atingindo moradores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Maranhão e Amazonas.

Denunciados respondem por três crimes

Os 15 investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, os investigados apontados como líderes da organização podem receber penas que, somadas, ultrapassam 12 anos de prisão, caso sejam condenados.

A denúncia representa a acusação formal apresentada pelo MPPR. A responsabilidade criminal de cada investigado ainda será analisada pela Justiça ao longo do processo, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Atualmente, quatro investigados permanecem presos preventivamente, enquanto outro homem, apontado como um dos líderes do grupo, segue foragido.

Justiça determina bloqueio de bens

O Ministério Público também pediu que a Justiça fixe um valor mínimo para reparação dos prejuízos causados às vítimas.

Para garantir um eventual ressarcimento e o possível perdimento de bens relacionados aos crimes investigados, a Justiça determinou o bloqueio de veículos, imóveis e contas bancárias pertencentes aos denunciados.