A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou por unanimidade uma proposta apresentada pelo Brasil para aprimorar a identificação de feminicídios e de outras formas de violência baseada em gênero nos registros internacionais de saúde.
A decisão foi tomada na quinta-feira (15), durante reunião realizada em Sydney, na Austrália. A iniciativa prevê aperfeiçoamentos na Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, utilizada para organizar informações de saúde e produzir estatísticas comparáveis entre países.
Atualmente, mortes de mulheres motivadas por violência de gênero podem aparecer em registros genéricos de agressões ou causas externas. A proposta busca dar maior visibilidade às circunstâncias desses casos, permitindo uma compreensão mais precisa da dimensão do problema.
Segundo o Ministério da Saúde, registros mais detalhados podem ajudar a identificar padrões de violência e a orientar políticas públicas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas.
A mudança também pode contribuir para aproximar informações de diferentes áreas, como saúde, segurança pública e Justiça. Com dados mais consistentes, governos e pesquisadores terão melhores condições de avaliar a evolução dos casos e identificar lacunas nas políticas de enfrentamento.
A aprovação da proposta representa um avanço na padronização internacional dos dados, mas a implementação depende das orientações técnicas que serão consolidadas pela OMS após o encerramento dos trabalhos do grupo, previsto para sábado (17).
O Brasil apresentou a iniciativa com o objetivo de melhorar a qualidade das estatísticas e fortalecer a formulação de políticas de prevenção à violência contra mulheres.





