O Paraná registrou 80 pacientes tratados com medicamento trombolítico para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico desde maio de 2026, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. O tratamento utiliza substâncias capazes de dissolver coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea e pode reduzir o risco de sequelas quando indicado e administrado dentro dos critérios médicos.
O Estado mantém protocolos para o atendimento de infarto agudo do miocárdio e AVC isquêmico desde 2020. Segundo a Secretaria da Saúde, cerca de 2 mil pacientes com infarto já receberam medicamentos trombolíticos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde a implantação do protocolo.
O tratamento depende de avaliação clínica e do tempo transcorrido desde o início dos sintomas. No infarto, o medicamento pode ser uma opção quando procedimentos como a angioplastia não estão disponíveis dentro do período recomendado. Nos casos de AVC isquêmico, a equipe de saúde avalia se o paciente atende aos critérios para receber a medicação.
O protocolo paranaense envolve unidades de saúde, serviços de urgência e equipes do Samu, com monitoramento dos atendimentos e capacitações profissionais. A Secretaria informa que o Estado custeia os procedimentos realizados dentro desse protocolo.
Reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda rapidamente é fundamental. Alterações repentinas na fala, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo, assimetria facial, dor intensa no peito ou falta de ar podem indicar uma emergência. Diante desses sintomas, a orientação é acionar o Samu pelo telefone 192, sem esperar para ver se o quadro melhora.
O uso de trombolíticos não é indicado para todos os pacientes. A decisão cabe à equipe médica, que considera o tipo de ocorrência, o histórico do paciente e os riscos envolvidos.





