PF e PGR consideram encerradas negociações de delação com Daniel Vorcaro
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PF e PGR consideram encerradas negociações de delação com Daniel Vorcaro

19/06/2026 | 13:52 Por Redação MZ b

Após duas propostas rejeitadas, investigadores avaliam que não há espaço para uma nova negociação sem apresentação de fatos inéditos.

As negociações para um possível acordo de delação premiada envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, são consideradas encerradas por investigadores da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O entendimento ocorre após a rejeição de duas propostas apresentadas pela defesa do empresário. A mais recente foi recusada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e já havia sido rejeitada anteriormente pela Polícia Federal.

Processo deve ser encerrado no STF

Segundo o entendimento dos investigadores, o procedimento aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a colaboração premiada será encerrado após a formalização das manifestações finais dos órgãos envolvidos.

O processo teve início com a assinatura de um termo de confidencialidade entre a defesa de Vorcaro e as autoridades responsáveis pela negociação.

A legislação prevê que esse tipo de tratativa pode ser encerrado quando os órgãos competentes entendem que os elementos apresentados não justificam o prosseguimento das negociações.

Nova proposta exigiria novo procedimento

De acordo com integrantes da investigação, uma eventual nova tentativa de colaboração somente poderia ocorrer por meio da abertura de um novo procedimento formal.

Nesse cenário, seria necessária uma nova negociação desde o início, incluindo a assinatura de outro termo de confidencialidade.

Ainda segundo os investigadores, a retomada das conversas dependeria da apresentação de fatos inéditos e relevantes, condição que, na avaliação atual, não estaria presente.

Credibilidade da colaboração foi afetada

As duas propostas apresentadas pela defesa foram consideradas insuficientes pelas autoridades responsáveis pela análise.

Segundo fontes ligadas às investigações, a apresentação de informações consideradas seletivas e sem elementos novos comprometeu a credibilidade de Vorcaro como potencial colaborador.

Esse entendimento teria reduzido significativamente a possibilidade de abertura de novas negociações nas atuais circunstâncias.

Defesa avalia próximos passos

A defesa de Daniel Vorcaro, atualmente conduzida pelo advogado Sérgio Leonardo, estuda as próximas estratégias jurídicas.

Interlocutores ligados ao empresário afirmam que ele ainda tem interesse em apresentar uma nova proposta de colaboração.

No entanto, a eventual transferência de Vorcaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma unidade prisional poderá dificultar reuniões frequentes com os advogados e a elaboração de uma nova estratégia de defesa.

Decisão de André Mendonça é aguardada

O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ainda não decidiu sobre o pedido da Polícia Federal para que Vorcaro deixe a cela especial localizada na Superintendência da PF em Brasília.

A definição sobre o local de custódia do empresário poderá influenciar diretamente os próximos passos da defesa.

Reforço na equipe jurídica é estudado

Nos bastidores, a defesa também avalia a ampliação da equipe responsável pelo caso.

Entre os nomes cogitados está o criminalista Cezar Bitencourt, conhecido por atuar na colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, porém, não há confirmação sobre eventual contratação ou participação do advogado na defesa de Vorcaro.