PF prende Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil em operação contra esquema de R$ 7,6 bilhões
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PF prende Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil em operação contra esquema de R$ 7,6 bilhões

15/10/2026 | 09:43 Por Redacao

Operação Unha e Carne 8, autorizada por Alexandre de Moraes, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e participação de agentes públicos em organização criminosa no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, e Marcus Vinicius Amim Fernandes, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As prisões fazem parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos, por meio de uma estrutura que envolve 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

Moraes determina prisões e bloqueio de bens

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê:

  • 6 mandados de prisão;
  • 16 mandados de busca e apreensão;
  • Sequestro de bens e valores;
  • Suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas.

As ações ocorrem no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

Além de Canella e Amim, quatro inspetores da Polícia Civil foram presos: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

Investigação apura corrupção e ligação com crime organizado

Os investigados são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, formação de cartel, violação de sigilo funcional e venda ilegal de combustíveis.

A operação teve início em dezembro de 2025 e também apura possíveis ligações entre agentes públicos e organizações criminosas no estado.

Canella e Amim já haviam sido alvos de buscas em julho, durante a sexta fase da investigação.

A defesa de Márcio Canella informou que não se manifestará antes de ter acesso aos autos. As investigações continuam, e as suspeitas ainda dependem de apuração e julgamento.