PM achada morta com tiro na cabeça pediu ajuda a familiares dias antes de morrer
Policial Segurança

PM achada morta com tiro na cabeça pediu ajuda a familiares dias antes de morrer

24/02/2026 | 08:30 Por Gabriel Vinicius Cabral

Poucos dias antes de ser encontrada morta com um tiro na cabeça, na última quarta-feira (18), a policial militar Gisele Santana conversou com familiares pedindo ajuda.

“Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais”, escreveu ela em uma mensagem. Segundo parentes de Gisele, ela não suportava mais a pressão no relacionamento.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, um tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, na região central de São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após familiares relatarem histórico de violência psicológica, controle e ameaças.

Parentes afirmam que a policial mudou de comportamento depois do casamento, em 2024. Segundo eles, Gisele teria se afastado da família e passado a viver sob restrições impostas pelo marido, como proibições relacionadas a roupas, uso de maquiagem e contato com outras pessoas.

A família também relata que a filha da PM, de 7 anos, teria presenciado discussões e episódios de violência psicológica dentro de casa.