Homem de 24 anos foi preso horas após o crime, em uma localidade rural do município, e permanece à disposição da Justiça
A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta terça-feira (12) a investigação sobre um feminicídio ocorrido em 3 de agosto, em Palmeira, nos Campos Gerais. Ao final do inquérito, o homem investigado pelo crime foi indiciado.
A vítima, uma mulher de 30 anos, foi agredida por um homem de 24 anos, com quem mantinha convivência social, após reagir a uma investida de cunho afetivo ou sexual. O crime ocorreu em via pública, em frente à residência de uma testemunha que presenciou parte da ação, prestou os primeiros socorros e acionou os serviços de emergência.
Vítima foi agredida em via pública
Conforme as informações reunidas durante a investigação, o investigado desferiu um golpe que fez a vítima cair no chão já inconsciente.
Na sequência, segundo o inquérito, ele teria utilizado um pedaço de concreto encontrado nas proximidades para golpeá-la repetidamente na cabeça. A mulher morreu ainda no local.
A dinâmica do crime foi confirmada a partir do depoimento de uma testemunha presencial, de relatos de familiares do investigado sobre seu comportamento e falas após o crime, além de registros audiovisuais obtidos durante as diligências.
Suspeito foi preso horas após o crime
O investigado foi preso em flagrante horas depois do feminicídio, durante uma ação conjunta de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Ele foi localizado em uma área rural do município, para onde havia fugido após o crime. Desde a prisão, permanece à disposição da Justiça.
Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas, coletados elementos periciais e analisados registros digitais. Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas permitiu apontar a autoria e a motivação de gênero, caracterizando o crime como feminicídio.
Também foi reconhecida uma circunstância que teria impossibilitado a defesa da vítima no momento dos golpes fatais.
Investigado permaneceu em silêncio
O investigado teve, em duas oportunidades, a garantia constitucional de apresentar sua versão sobre os fatos. Em ambas, optou por exercer o direito ao silêncio.
Com a conclusão das diligências, o inquérito foi relatado e encaminhado ao Ministério Público, que deverá dar prosseguimento às medidas judiciais cabíveis.
A Polícia Civil informou que mantém ações de enfrentamento à violência contra a mulher e de investigação de crimes de feminicídio, com foco na apuração dos fatos, preservação das provas e responsabilização dos envolvidos.





