PM de 43 anos confessou o crime durante depoimento e levou os policiais até o local onde o corpo da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus foi enterrado
Um policial militar de 43 anos foi preso preventivamente, suspeito de matar a conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, e ocultar o corpo em uma área de mata. A vítima era uma mulher trans.
A prisão foi determinada na quarta-feira (26), durante audiência de custódia. O militar é investigado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Vítima estava desaparecida
O caso começou a ser investigado após a mãe de Maryna comunicar o desaparecimento da filha na sexta-feira (21). Segundo as informações apresentadas na investigação, ela havia saído de casa no início da tarde e não retornado.
Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o próprio policial militar chegou a figurar como relator no boletim de ocorrência registrado sobre o desaparecimento.
Polícia descobriu relacionamento entre os dois
Durante as investigações, policiais analisaram diários, redes sociais e depoimentos de familiares. A partir dessas informações, foi identificado que o militar e Maryna mantinham um relacionamento amoroso e trocavam mensagens com frequência.
No dia do desaparecimento, os dois também haviam conversado.
O policial compareceu espontaneamente à sede da corporação acompanhado de advogados. Durante o depoimento, ele confessou o crime.
Segundo o relato apresentado pelo investigado, Maryna teria ameaçado revelar o relacionamento extraconjugal à esposa dele, além de expor a situação para pessoas da cidade e para a própria Polícia Militar.
Suspeito levou vítima para área rural
Ainda de acordo com a versão apresentada pelo policial, ele teria levado Maryna até uma região rural utilizando uma caminhonete.
O militar afirmou que, no local, a vítima teria se exaltado e tentado atacá-lo com uma faca, atingindo o banco traseiro do veículo.
O suspeito declarou que reagiu efetuando três ou quatro disparos de arma de fogo contra o rosto da mulher. Segundo o depoimento, os tiros provocaram a morte imediata.
Corpo foi enterrado em área de mata
Após a morte, o policial afirmou que levou o corpo de Maryna para uma área de mata e o enterrou próximo a uma árvore.
Posteriormente, o próprio investigado acompanhou os policiais até o local indicado como cenário do crime e da ocultação do cadáver.
Durante os trabalhos, a perícia apreendeu a caminhonete utilizada no deslocamento e uma faca localizada junto ao corpo.
Justiça mantém policial preso
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
A defesa do policial solicitou liberdade provisória mediante medidas cautelares, mas o pedido foi negado pela Justiça.
O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Maryna Colucci de Jesus.





