Mãe foi encontrada com R$ 11 mil em dinheiro e relatou ter levado a criança ao Paraguai para entregá-la a um homem; bebê foi localizado sem ferimentos
Um casal foi preso na tarde desta quarta-feira (26), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, suspeito de vender o próprio filho, um bebê de apenas cinco meses, por R$ 15 mil. A investigação é conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria).
As apurações começaram após uma denúncia anônima informar que os pais teriam negociado a criança. Durante as diligências, a mãe do bebê foi localizada com aproximadamente R$ 11 mil em dinheiro vivo.
Mãe foi localizada com dinheiro
A mulher estaria a caminho do terminal de transporte urbano, na região central de Foz do Iguaçu, onde encontraria o companheiro.
Os policiais foram até o local e também localizaram o pai da criança. Os dois foram encaminhados à unidade policial para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Durante o depoimento, a mulher afirmou que havia levado o bebê para o Paraguai e o entregado a um homem que não conhecia.
Segundo o relato, a negociação teria sido intermediada por uma cunhada, que teria realizado o contato entre os pais e os supostos compradores.
Bebê foi localizado e levado ao Conselho Tutelar
De acordo com as informações apresentadas durante a investigação, a intermediária afirmou que a criança teria retornado ao Brasil na terça-feira (25) e estaria sob os cuidados de um casal de amigos.
Com base nos endereços e informações repassados, os policiais realizaram buscas e conseguiram localizar o bebê.
A criança não apresentava sinais de lesões ou violência. Após ser encontrada, foi encaminhada ao Conselho Tutelar, que adotou as medidas de proteção e acolhimento necessárias.
Polícia investiga outros envolvidos
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso, identificar possíveis outros envolvidos e apurar as circunstâncias da saída e do retorno da criança ao território brasileiro.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197, da Polícia Civil, ou pelo 181, do Disque-Denúncia.





