O Fundo Amazônia vai destinar R$ 147,6 milhões a um projeto que pretende modernizar o monitoramento da vegetação nativa brasileira com inteligência artificial e ferramentas capazes de identificar riscos ambientais com maior rapidez. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (16), durante a divulgação dos novos dados sobre desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
A iniciativa, chamada Sistema Integrado para Monitoramento da Vegetação Natural dos Biomas Brasileiros (SIM-Biomas), é coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gestor do Fundo Amazônia, em articulação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O projeto prevê integrar sistemas utilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), incluindo o Prodes, que calcula as taxas oficiais de desmatamento, e o Deter, voltado à emissão de alertas para apoiar ações de fiscalização.
Com o uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina, a proposta é aprimorar a identificação de desmatamento, degradação e recuperação da vegetação. O sistema também deverá desenvolver indicadores para apontar áreas com maior risco ambiental no curto prazo, permitindo que as autoridades priorizem ações preventivas.
Outra frente prevê ampliar o monitoramento de áreas queimadas. A resolução utilizada para acompanhar essas ocorrências deverá passar de um quilômetro para 30 metros, abrangendo os biomas brasileiros. O Deter também deverá ser expandido para a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa.
A expectativa é que informações mais detalhadas ajudem órgãos ambientais a localizar mudanças na cobertura vegetal e a organizar operações com maior precisão. A tecnologia, no entanto, não substitui a fiscalização em campo nem elimina a necessidade de investigação sobre as causas de cada ocorrência.
O anúncio ocorre em um momento de atenção nacional aos dados de desmatamento e aos incêndios florestais. A combinação de monitoramento por satélite, análise automatizada e atuação das equipes ambientais busca ampliar a capacidade de resposta do poder público diante de ameaças à vegetação nativa.





