Quem era o homem que fez 13 crianças reféns em escola de Curitiba.
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Quem era o homem que fez 13 crianças reféns em escola de Curitiba.

13/10/2026 | 09:29 Por Redacao

O homem que fez 13 crianças reféns em uma escola de educação infantil em Curitiba foi identificado como José Tobias Elias da Silva, de 41 anos, segundo reportagem publicada pela Band Paraná em 10 de outubro de 2026.

O que se sabe sobre o caso

  • Local: CMEI São Braz, em Curitiba (PR).

  • Data: 9 de outubro de 2026.

  • Ocorrência: o homem manteve 13 crianças, de 4 a 5 anos, reféns por aproximadamente três horas.

  • Desfecho: as crianças foram resgatadas e o invasor morreu durante a intervenção do BOPE.
    Secretaria da Segurança Pública
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Histórico do homem

Segundo a Band, José Tobias já havia sido detido em São Paulo, em 2021, após uma tentativa de empurrar uma mulher nos trilhos do metrô, na estação Sé. A reportagem também menciona um laudo psiquiátrico de 2016 que registrava diagnóstico de esquizofrenia.

Atenção: a motivação da invasão ao CMEI ainda estava sob investigação nas informações divulgadas. Não há confirmação de que o episódio anterior tenha relação com o ataque em Curitiba.

O homem responsável por manter 13 crianças reféns em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), em Curitiba, na sexta-feira (9), já havia sido detido por uma tentativa de agressão grave no metrô de São Paulo, em 2021.

Ele morreu durante uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), após aproximadamente três horas de negociações na unidade de ensino.

O caso aconteceu no CMEI Júlio Moreira, localizado na Rua Alexandre Marcoski, no bairro São Braz. As 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, foram resgatadas com vida.

A identificação do homem consta no obituário municipal de Curitiba, que registra o falecimento em 9 de outubro de 2026, no próprio estabelecimento de ensino.

Em abril de 2021, José Tobias foi detido após tentar empurrar uma mulher nos trilhos da estação Sé, no centro de São Paulo.

Na ocasião, ele tinha 35 anos, e a ação foi registrada por câmeras de segurança do metrô.

As imagens mostraram o homem parado na plataforma, próximo a uma mochila deixada no chão.

Quando um trem se aproximava da estação, ele avançou contra uma mulher que estava nas proximidades, tentando empurrá-la em direção aos trilhos.

A vítima conseguiu resistir à agressão, se desvencilhar e se afastar da área de risco.

Após a tentativa, o homem retornou ao local onde estava sua mochila.

Funcionários da segurança do metrô realizaram a detenção e o encaminharam à polícia.

Polícia encontrou anotações com ameaças e soco inglês

Durante a investigação do episódio ocorrido em São Paulo, a Polícia Civil encontrou cadernos com anotações manuscritas atribuídas a José Tobias.

Os registros continham relatos sobre planos de matar outras pessoas e, posteriormente, tirar a própria vida.

Um soco inglês também foi apreendido com o suspeito.

Na época, os investigadores identificaram registros policiais anteriores relacionados a crimes de ameaça.

A Polícia Civil pretendia responsabilizá-lo por tentativa de homicídio em razão do ataque ocorrido na estação Sé.

Entretanto, as informações disponíveis não esclarecem qual foi o desfecho daquele procedimento criminal.

Investigação de 2021 encontrou laudo psiquiátrico de 2016

Outro documento localizado durante as investigações em São Paulo foi um laudo médico produzido em 2016, no Paraná, estado onde José Tobias havia residido.

Conforme as informações divulgadas na época, o documento registrava um diagnóstico de esquizofrenia.

Após a ocorrência no metrô, o homem foi encaminhado para atendimento em um hospital psiquiátrico.

Não há confirmação sobre o acompanhamento médico recebido nos anos seguintes, nem elementos que permitam relacionar diretamente o diagnóstico registrado naquele documento ao ataque ocorrido em Curitiba.

Homem invadiu CMEI com faca e simulacro de arma

Na sexta-feira (9), José Tobias entrou no CMEI Júlio Moreira, em Curitiba, portando uma faca e um simulacro de arma de fogo.

Segundo a Polícia Militar do Paraná, ele também carregava material inflamável, que teria sido espalhado pelo ambiente enquanto ameaçava iniciar um incêndio.

Treze crianças, com idades entre 4 e 5 anos, ficaram sob ameaça dentro da unidade.

A ocorrência mobilizou policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar, equipes do Bope, integrantes do Comando de Aviação da PMPR e outros serviços de segurança e emergência.

Durante aproximadamente três horas, as equipes tentaram negociar a libertação das crianças.

Bope realizou intervenção após agravamento da situação

Conforme a Polícia Militar, a decisão de realizar a entrada tática ocorreu após o aumento do risco para as vítimas.

Durante as negociações, o homem passou a demonstrar maior agressividade e a machucar algumas das crianças.

O comandante de Missões Especiais da PMPR, coronel Alexandre Lopes Dias, explicou que a intervenção foi autorizada quando os policiais perceberam o agravamento da situação e o sofrimento das vítimas.

Segundo o comandante, o objetivo da ação era impedir consequências ainda mais graves.

No momento da entrada dos policiais, José Tobias tentou alcançar uma das crianças e acabou atingido pela equipe do Bope.

Ele morreu no local.

Cinco crianças precisaram de avaliação médica

Todas as 13 crianças foram retiradas com vida da unidade de ensino.

Cinco delas precisaram ser encaminhadas para avaliação médica, incluindo uma criança que apresentava ferimentos visíveis no rosto.

A Prefeitura de Curitiba confirmou que as vítimas estavam em segurança.

Equipes de psicologia também foram mobilizadas para prestar atendimento e apoio às crianças, aos familiares e aos profissionais do CMEI.

Carta com ameaças foi confirmada pela Segurança Pública

Durante a ocorrência, uma carta atribuída a José Tobias começou a circular nas redes sociais.

A autenticidade do documento foi confirmada pelo secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira.

Na mensagem, o homem fazia ameaças e mencionava a possibilidade de transformar a situação em um massacre.

O conteúdo passou a integrar as informações relacionadas à ocorrência.

Apesar disso, a motivação que levou o suspeito a invadir a unidade de ensino ainda não foi esclarecida.

Polícia Civil investiga motivação do ataque

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da invasão ao CMEI Júlio Moreira.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a motivação do ataque e os acontecimentos anteriores à entrada do homem na instituição.

Embora existam registros de episódios de violência envolvendo José Tobias em 2021, não há informações suficientes para estabelecer uma ligação entre a tentativa de agressão no metrô de São Paulo e o episódio ocorrido em Curitiba.

O registro de falecimento indica que o sepultamento estava previsto para domingo (11), no município de origem, com serviços funerários prestados por uma empresa de Rio Azul, na região Centro-Sul do Paraná.