Proposta amplia a atuação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, prevê restrições a benefícios penais e fortalece o combate financeiro ao crime organizado. Texto segue para promulgação.
O Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que estabelece mudanças no enfrentamento ao crime organizado no Brasil.
O texto amplia as atribuições de órgãos federais de segurança, prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e fortalece mecanismos para atingir o patrimônio de organizações envolvidas em atividades ilegais.
Após a aprovação, a proposta segue para promulgação, etapa necessária para incorporar as alterações à Constituição Federal.
Facções criminosas terão regras mais rígidas
Entre as principais medidas previstas estão restrições a benefícios penais para integrantes e lideranças de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.
A proposta estabelece regras mais rigorosas para o cumprimento das penas, incluindo a permanência de lideranças criminosas em estabelecimentos de segurança máxima.
O texto também prevê limitações à progressão de regime, às saídas temporárias e à concessão de liberdade provisória em situações de reincidência.
O objetivo é dificultar a continuidade das atividades criminosas comandadas de dentro dos presídios.
PEC prevê apreensão de patrimônio ligado ao crime
Outra mudança envolve o combate às fontes de financiamento das organizações criminosas.
A proposta prevê medidas de expropriação de bens e valores utilizados em atividades ilícitas, com destinação de recursos a fundos de segurança pública.
A intenção é enfraquecer financeiramente grupos envolvidos em crimes como tráfico de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro.
Polícia Federal e PRF terão atribuições ampliadas
A PEC também fortalece a atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), especialmente em crimes que ultrapassam os limites estaduais ou envolvem organizações internacionais.
A proposta busca ampliar a integração entre as forças de segurança e melhorar a coordenação das investigações.
A União também terá seu papel fortalecido na elaboração de políticas nacionais de segurança pública, preservando as competências dos estados.
Redução da maioridade penal ficou fora da proposta
A redução da maioridade penal para 16 anos foi retirada das negociações finais após um acordo entre parlamentares.
A oposição defendia a mudança, enquanto representantes do governo apresentavam resistência à proposta.
Para evitar que a PEC precisasse retornar à Câmara dos Deputados, os líderes decidiram discutir o tema separadamente.
A possibilidade de redução da maioridade penal em casos de crimes graves poderá ser analisada em novas propostas no Senado.
Texto segue para promulgação
Com a aprovação no Senado, a PEC avança para a etapa de promulgação.
As mudanças buscam fortalecer a atuação das forças policiais, ampliar o enfrentamento às facções e aprimorar os mecanismos de combate ao financiamento do crime organizado.





