Investigação da Polícia Civil aponta que vítima foi atraída para uma área rural de Itaiacoca após suposto desacordo comercial
Ponta Grossa – A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, nesta terça-feira (18), o homem suspeito de matar o motoboy Luiz Eduardo Batista Simão, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por um desacordo comercial entre a vítima e o investigado. Após ser preso, o suspeito confessou o homicídio.
O crime aconteceu no dia 5 de junho, quando Luiz Eduardo saiu de Curitiba para realizar uma suposta entrega em uma área rural de Ponta Grossa. A prisão foi realizada por policiais civis do município, com apoio de equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba.
Além da prisão temporária, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão relacionado à investigação.
Motoboy teria sido atraído para uma emboscada
De acordo com a PCPR, Luiz Eduardo foi chamado para realizar uma entrega de uma peça de motocicleta na região de Itaiacoca. A contratação teria sido feita diretamente com o responsável pela encomenda, sem intermediação de aplicativo, pelo valor de R$ 400.
Ao chegar ao endereço combinado, porém, o motoboy foi atingido por disparos de arma de fogo. O corpo foi localizado na manhã do dia seguinte, 6 de junho.
Durante o trajeto, o endereço da entrega teria sido alterado. Luiz Eduardo chegou a compartilhar a localização com outros entregadores em um grupo de WhatsApp, mas deixou de responder posteriormente.
A motocicleta permaneceu no local onde o corpo foi encontrado. O celular da vítima e a encomenda que ela transportava desapareceram.
Desacordo comercial é apontado como possível motivação
A investigação aponta que o crime teria relação com um desacordo comercial anterior entre Luiz Eduardo e o suspeito.
Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, a desavença teria começado após um serviço realizado em uma oficina mecânica pertencente ao investigado. A vítima teria publicado avaliações negativas sobre o estabelecimento nas redes sociais, o que, conforme a investigação, teria provocado prejuízos financeiros ao suspeito.
A polícia passou a trabalhar com a hipótese de que a suposta entrega teria sido utilizada apenas como estratégia para atrair o motoboy até o local da emboscada.
Celular ajudou a identificar suspeito
Um dos principais elementos da investigação foi o aparelho celular utilizado para organizar o encontro com Luiz Eduardo.
Segundo a Polícia Civil, o telefone usado na preparação da emboscada foi utilizado na residência do suspeito. As diligências permitiram relacionar o aparelho ao imóvel investigado.
Ainda conforme a PCPR, o suspeito teria utilizado dados e documentos de terceiros na tentativa de direcionar as investigações para outra pessoa.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária e o mandado de busca e apreensão.
Suspeito confessou o homicídio
Após ser preso, o homem foi levado para interrogatório e, segundo a PCPR, confessou ter cometido o assassinato.
Ele permanece preso temporariamente e à disposição da Justiça.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes relacionados à preparação e à execução da emboscada.





