Temporais suspendem aulas em 12 escolas do Paraná e deixam unidades com danos
Chuvas provocaram destelhamentos, falta de energia e problemas no transporte escolar; sete colégios permanecem fechados na região de União da Vitória.
As fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do Paraná afetaram o funcionamento da rede estadual de ensino nesta terça-feira (22). Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), 12 escolas tiveram as aulas suspensas, enquanto outras unidades registraram danos estruturais, falta de energia, problemas no abastecimento de água e dificuldades no transporte.
Apesar das ocorrências, a maior parte das escolas estaduais manteve as atividades normalmente. Os Núcleos Regionais de Educação (NREs) seguem acompanhando a situação.
Sete escolas estão sem aulas em União da Vitória
A maior concentração de unidades com atividades suspensas está no NRE de União da Vitória. São sete escolas sem aulas, sendo seis utilizadas como abrigo para famílias atingidas pelas enchentes:
Colégio Estadual Pedro Stelmachuk
Colégio Estadual Astolpho Macedo de Souza
Colégio Estadual Bernardina Schleder
Colégio Estadual Judith Simas Canellas
Colégio Estadual Neusa Domit
Colégio Estadual Inocêncio de Oliveira
O Colégio Estadual Adiles Bordin também permanece sem aulas por estar localizado em uma área atingida pela enchente.
A situação dessas unidades ainda está relacionada às fortes chuvas dos dias 12 e 13 de setembro. O nível do Rio Iguaçu voltou a subir e superou a máxima registrada anteriormente, impedindo que a Defesa Civil iniciasse nesta terça-feira o retorno das famílias abrigadas para suas casas.
Apucarana tem quatro escolas com aulas suspensas
Em Apucarana, quatro colégios estaduais suspenderam as atividades nesta terça-feira:
Colégio Estadual Heitor Cavalcanti de Alencar Furtado
Colégio Estadual Coronel José Luiz dos Santos
Colégio Estadual Carlos Domingues da Silva (Polivalente)
Colégio Estadual Professor Isidoro Luiz Ceravolo
Outras escolas da região sofreram problemas pontuais, incluindo danos em telhas e vidros, e os reparos estão sendo providenciados.
Em Astorga, o Colégio Estadual Rui Barbosa também suspendeu as aulas após sofrer danos provocados pelas fortes chuvas. Com isso, chega a 12 o número de unidades estaduais sem atividades.
Escolas registram destelhamentos e outros estragos
Os temporais também causaram problemas em instituições de outras regiões do Paraná, mas sem necessidade de interromper as aulas.
Em Rondon, o Colégio Estadual Cívico-Militar Castro Alves teve pequenas avarias. Em Cascavel, foram registrados danos em telhados e outras estruturas no Colégio Estadual Cívico-Militar Marechal Humberto Alencar Castelo Branco e na Escola Estadual do Campo Jangada da Taborda.
Ocorrências também foram registradas em escolas de Palmas, Pato Branco, Entre Rios do Oeste e Palotina.
Em Foz do Iguaçu, o Colégio Estadual Monsenhor Guilherme teve destelhamento parcial em espaços como o saguão e a secretaria, mas as atividades pedagógicas foram mantidas.
Na região de Maringá, outras 12 unidades apresentaram pequenas avarias e permanecem sendo acompanhadas pelas equipes responsáveis.
Falta de energia e transporte também afetam estudantes
Algumas escolas enfrentaram problemas no fornecimento de serviços essenciais. Unidades de Colombo e Adrianópolis ficaram sem energia elétrica, mas mantiveram as aulas com adaptações.
Situação semelhante foi registrada no Colégio Estadual Cultura Universal, em Farol. Na região de Umuarama, algumas escolas tiveram instabilidade de energia e ficaram sem internet. O Colégio Estadual Professor Paulo Alberto Tomazinho também estava temporariamente sem abastecimento de água.
No litoral, 12 escolas insulares passaram a ser monitoradas por causa das condições do transporte marítimo. Algumas rotas de barco não foram realizadas devido aos ventos e às condições de navegabilidade. As escolas permaneceram abertas, e os alunos que dependiam dessas embarcações tiveram as ausências justificadas.
Em Goioerê, as escolas funcionaram normalmente, embora algumas linhas de transporte escolar não tenham circulado devido às condições das estradas.
Estragos continuam sendo avaliados
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) acompanha o levantamento dos prejuízos para definir os reparos necessários.
O programa Mãos Amigas também atua na limpeza e manutenção das escolas atingidas.
A Seed-PR, os 32 Núcleos Regionais de Educação e as equipes das instituições continuam monitorando as condições climáticas, das estradas e dos serviços essenciais.





