Trio vai a júri em Ponta Grossa por homicídio ligado a cárcere e desvios
Ponta Grossa

Trio vai a júri em Ponta Grossa por homicídio ligado a cárcere e desvios

17/09/2026 | 10:16 Por Redacao

Fernando Siqueira de Oliveira, Jane Mara de Souza e Pedro Henrique Pereira serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira, 22 de setembro, às 8h30, no Fórum Estadual de Ponta Grossa. Eles são réus em processo que envolve acusações de homicídio qualificado, cárcere privado, furto qualificado e associação criminosa.

O caso começou a ser investigado após Ricardo de Oliveira Osinski ser encontrado morto em 26 de março de 2025, nas proximidades da Estrada do Alagado. Segundo a PCPR, ele apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Investigação aponta desvios financeiros

Segundo a Polícia Civil, Ricardo sofreu um acidente em 11 de março de 2025 e foi hospitalizado. Durante esse período, teriam ocorrido movimentações bancárias em benefício de uma clínica terapêutica e pessoas ligadas a ela.

A investigação aponta que R$ 86,5 mil teriam sido desviados durante a internação e que, ao todo, aproximadamente R$ 143,6 mil teriam sido retirados das contas da vítima.

Após receber alta, Ricardo teria sido mantido em cárcere privado e submetido à administração de medicamentos controlados sem prescrição, com o objetivo de mantê-lo sedado, segundo o inquérito.

Três réus respondem ao processo

Em abril de 2025, um casal proprietário de uma clínica de reabilitação foi preso. Durante as investigações, foram localizados objetos que, segundo a polícia, teriam sido adquiridos com recursos da vítima.

Um terceiro investigado, que havia sido interno da clínica, também foi preso e, segundo a PCPR, confessou participação no homicídio, afirmando ter agido a mando do casal.

Em junho de 2025, os três foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, furto qualificado e associação criminosa.

Colaboração premiada

Em 2026, Pedro Henrique Pereira firmou acordo de colaboração premiada, homologado pela Justiça. Segundo a decisão, a colaboração inclui a identificação e individualização das condutas atribuídas aos coautores.

Em 3 de setembro de 2026, a Justiça manteve a prisão preventiva dos três réus, citando, entre outros fundamentos, indícios de premeditação e ocultação de provas.

O julgamento ocorre na terça-feira, e caberá aos jurados analisar as acusações e os elementos apresentados pela acusação e pelas defesas. Até decisão definitiva, os três permanecem na condição de acusados.

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