Conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro mostram que, dois dias antes de ser preso, ele perguntou a Alexandre de Moraes se deveria deixar o país
Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, revelaram uma conversa com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual o empresário demonstrava preocupação com a possibilidade de deixar o Brasil antes de uma eventual prisão.
Em uma mensagem enviada no dia 15 de novembro, dois dias antes de ser efetivamente detido, Vorcaro perguntou ao ministro: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”
A conversa passou a chamar atenção porque a prisão preventiva do banqueiro seria decretada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal, e as investigações apontaram que Vorcaro teria tomado conhecimento da medida com antecedência.
Polícia Federal investiga vazamentos de informações sigilosas
As investigações da Polícia Federal apontaram que Daniel Vorcaro mantinha uma estrutura de monitoramento e influência clandestina, abastecida por informações sigilosas que teriam vazado de órgãos como o Banco Central e o próprio Poder Judiciário.
Segundo os dados obtidos durante a investigação, o banqueiro soube antecipadamente da primeira ordem de prisão preventiva contra ele.
A decisão foi decretada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025.
Vorcaro foi preso ao tentar embarcar para Malta
Mesmo com o conhecimento antecipado da possibilidade de prisão, Vorcaro acabou sendo detido no mesmo dia em que a ordem foi cumprida.
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que o banqueiro tentava embarcar em um voo com destino a Malta.
A mensagem enviada dois dias antes da prisão passou a ser considerada um dos elementos que reforçam a suspeita de que informações sobre a investigação e sobre a ordem judicial teriam chegado antecipadamente ao empresário.
Conversas no celular ampliam investigação
O conteúdo extraído do celular de Vorcaro se tornou parte importante das investigações sobre possíveis vazamentos de informações sigilosas e contatos mantidos pelo banqueiro.
As autoridades investigam como ele teria obtido informações antecipadas sobre decisões e procedimentos relacionados ao processo que resultou em sua prisão.
A troca de mensagens e outros diálogos encontrados no aparelho continuam sendo analisados no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal.




