Flávio promete cortar ministérios se eleito, aposta no agronegócio
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Flávio promete cortar ministérios se eleito, aposta no agronegócio

02/06/2026 | 09:36 Por Bruno Pircoski dos Santos

Em evento da rádio Itatiaia com a CNN, o pré-candidato do PL defende a redução drástica de ministérios e destaca o agronegócio

 

Flávio anuncia plano de corte de ministérios em evento de agronegócio

Na manhã de 31 de maio, o pré‑candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio, participou do encontro Eloos, promovido pela rádio Itatiaia em parceria com a CNN, em Belo Horizonte (MG). O evento, cuja edição tem como tema central o agronegócio, reuniu representantes do setor, economistas e os principais presidenciáveis do país, que tiveram a oportunidade de apresentar propostas específicas para o segmento.

Durante sua fala, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende reduzir de forma drástica o número de ministérios, passando de 23 para apenas 12. Segundo ele, a medida visa “desburocratizar o Estado, cortar gastos supérfluos e concentrar recursos nas áreas estratégicas, como a produção agrícola, a logística e a inovação tecnológica”. O candidato destacou ainda que a diminuição dos órgãos federais permitirá maior agilidade na tomada de decisões, algo que ele considera essencial para manter a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Propostas para o agronegócio

Flávio aproveitou o palco para detalhar suas propostas ao agronegócio, setor que representa cerca de 21% do PIB nacional e emprega milhares de famílias no interior do país, inclusive no Paraná. Entre as iniciativas apresentadas, estão a criação de um Ministério da Agroindústria, a ampliação de linhas de crédito para pequenos produtores e a implementação de um programa de infraestrutura de transporte focado em corredores rurais. O candidato também prometeu simplificar a legislação ambiental, argumentando que “as normas atuais são excessivamente complexas e impedem o pleno desenvolvimento das lavouras”.

Reações e críticas

A proposta de corte de ministérios gerou reações divergentes entre os participantes do evento. Enquanto representantes de associações agrícolas elogiaram a ideia de maior eficiência e menor burocracia, alguns analistas políticos alertaram para os riscos de sobrecarga de trabalho nas secretarias remanescentes e a possibilidade de perda de competências específicas. “A concentração de funções pode gerar gargalos operacionais e dificultar a fiscalização”, alertou a professora de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais, Ana Lúcia Silva.

Impacto regional

Para o Paraná, estado com forte tradição agropecuária, as propostas de Flávio têm implicações diretas. A promessa de melhorar a logística de escoamento da produção pode beneficiar produtores de soja, milho e carne, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade no exterior. Além disso, a criação de um Ministério da Agroindústria pode abrir oportunidades de investimentos em tecnologia de processamento, gerando novos empregos nas cidades do interior paranaense.

Perspectivas eleitorais

A fala de Flávio ocorreu em um momento crucial da campanha presidencial, quando os candidatos buscam se diferenciar em temas estratégicos. A ênfase no agronegócio pode atrair eleitores das áreas rurais, sobretudo nos estados do Centro‑Sul, onde a agricultura tem peso político significativo. No entanto, a proposta de redução de ministérios ainda precisa ser detalhada em plano de governo, para que eleitores e especialistas avaliem sua viabilidade prática.

Conclusão

Flávio encerrou sua participação no Eloos reforçando que a mudança estrutural do Estado é necessária para garantir um futuro próspero ao Brasil. “Precisamos de um governo enxuto, focado em resultados, e o agronegócio é a base desse crescimento”, concluiu. A proposta ainda será analisada pelos demais candidatos e pela sociedade civil, que acompanhará de perto os desdobramentos nas próximas semanas.

Com a atenção dos meios de comunicação nacional e o interesse dos produtores do Paraná, a pauta promete continuar em destaque nas discussões sobre a reforma administrativa e o futuro da economia agrícola brasileira.