TJSP rejeitou recurso do Hopi Hari e manteve indenizações por danos morais e estéticos; acidente aconteceu durante a atração “Casa dos Monstros”, na “Noite do Terror”.
O Hopi Hari teve mantida pela Justiça de São Paulo a condenação em um processo envolvendo uma jovem que precisou retirar o rim direito após sofrer um acidente dentro do parque.
Na segunda-feira (21), a 31ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou embargos de declaração apresentados pelo parque. Com isso, foram mantidas as indenizações de R$ 50 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos.
O Hopi Hari informou que pretende recorrer da decisão.
Acidente aconteceu durante a “Noite do Terror”
Segundo o processo, a vítima era adolescente quando participava de uma excursão escolar ao parque durante o evento “Noite do Terror”.
Ela estava na atração denominada “Casa dos Monstros” quando foi surpreendida por um ator caracterizado. Em meio à situação de pânico e correria, a jovem caiu.
O acidente provocou um trauma renal e, posteriormente, foi necessária a retirada total do rim direito. Conforme relatado no processo, a perícia médica confirmou a relação entre o trauma ocorrido na atração e a lesão renal.
Justiça mantém indenização
A condenação havia sido mantida pelo Tribunal em agosto, mas o Hopi Hari apresentou embargos de declaração alegando supostas omissões e contradições no julgamento, incluindo questões relacionadas à tese de culpa exclusiva da vítima e à análise da perícia.
O relator do caso, desembargador Paulo Ayrosa, considerou que os pontos levantados já tinham sido analisados anteriormente e rejeitou os embargos.
A indenização definida em primeira instância ficou em R$ 60 mil, sendo R$ 50 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos.
O pedido de R$ 150 mil por danos materiais não foi aceito.
Para os danos estéticos, foi considerada uma cicatriz cirúrgica de aproximadamente 17 centímetros, decorrente da retirada do rim. Já a indenização por danos morais levou em consideração a perda definitiva do órgão e as consequências permanentes da cirurgia.
Hopi Hari contesta responsabilidade
Em posicionamento sobre o processo, o Hopi Hari afirmou que a perícia judicial teria concluído que o parque não contribuiu para o resultado do acidente.
A empresa sustenta que a adolescente não teria seguido as regras da atração, teria corrido e sofrido a queda. O parque também contesta a responsabilização pelo episódio e informou que seu departamento jurídico recorrerá da decisão.





