CBF discute fim do limite de 12 jogos para transferências e criação de “times B” no Brasil
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CBF discute fim do limite de 12 jogos para transferências e criação de “times B” no Brasil

22/09/2026 | 16:59 Por Redação MZ

Propostas devem entrar na pauta de uma próxima reunião com os clubes e podem mudar tanto o mercado de jogadores durante o Brasileirão quanto o espaço destinado aos jovens.

O futebol brasileiro poderá passar por novas mudanças nos próximos anos. Depois de CBF e clubes aprovarem alterações relacionadas ao número de estrangeiros e à inscrição de atletas, outras duas propostas ficaram para uma próxima rodada de discussões: acabar com o limite de 12 partidas para transferências entre clubes do mesmo Campeonato Brasileiro e permitir a criação de “times B”.

As propostas foram apresentadas por Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, após a reunião realizada nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro. Nenhuma das duas mudanças foi aprovada até o momento.

Regra dos 12 jogos pode acabar

Atualmente, um jogador pode trocar de clube durante o Campeonato Brasileiro e continuar disputando a competição desde que não tenha ultrapassado 12 partidas pela equipe anterior.

Esse limite era de seis jogos e foi ampliado para 12 na temporada de 2026 devido às particularidades do calendário.

A proposta que deverá ser debatida agora é mais ampla: eliminar completamente essa trava.

Segundo Bellintani, o assunto ficou para uma próxima reunião entre os clubes e a CBF.

Caso a mudança avance, jogadores poderiam ter maior liberdade para trocar de equipe durante a competição. Entretanto, a proposta ainda precisa ser analisada e votada.

Brasil pode ganhar “times B”

Outra proposta é permitir que clubes brasileiros mantenham uma segunda equipe disputando competições oficiais, seguindo modelos existentes no futebol europeu.

A ideia é que clubes das Séries A, B ou C, entre outras divisões, possam criar um “time B”, principalmente para dar maior espaço competitivo aos jogadores em formação.

Segundo Bellintani, esse modelo poderia funcionar como uma etapa intermediária entre as categorias de base e o elenco profissional.

Ainda não existem definições sobre quais campeonatos esses times poderiam disputar, regras de acesso ou outros critérios. Esses detalhes dependeriam de novas discussões caso a proposta avance.

CBF e clubes já aprovaram outras mudanças

As novas propostas aparecem após uma reunião que definiu alterações para as próximas temporadas do futebol brasileiro.

Uma delas é a redução gradual do número de jogadores estrangeiros que podem ser relacionados por partida. O limite atual de nove cairá para oito em 2027 e continuará diminuindo até chegar a cinco em 2030.

Também foi mantido o máximo de 50 jogadores inscritos no Brasileirão, mas haverá uma divisão progressiva das vagas entre atletas acima de 23 anos e jogadores mais jovens.

Em 2027, serão 30 vagas na Lista A e 20 na Lista B. A divisão será modificada gradualmente até alcançar 25 atletas em cada lista em 2030.

Londrina votou contra redução de estrangeiros

O Londrina foi um dos clubes contrários à redução do limite de estrangeiros, ao lado de Flamengo e Bahia.

Bellintani reconheceu que a medida poderá abrir mais espaço para brasileiros e, potencialmente, para jovens, mas demonstrou dúvidas sobre se esse resultado ocorrerá na prática. O dirigente também apontou como possível efeito negativo uma redução da força econômica e esportiva da principal competição nacional.

A CBF, por sua vez, defende uma implementação gradual para permitir que os clubes se adaptem às novas regras.

A próxima reunião ainda não tem data definida, e tanto o fim do limite de 12 jogos quanto a criação dos “times B” permanecem apenas como propostas em discussão.