Jovem do Paraná sofre grave lesão cerebral após andar em montanha-russa e perde movimentos
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Jovem do Paraná sofre grave lesão cerebral após andar em montanha-russa e perde movimentos

22/09/2026 | 17:26 Por Redação MZ

Mulher de 28 anos passou mal após andar pela segunda vez na Montezum, no Hopi Hari, e precisou passar por cirurgia de emergência; Polícia Civil e Ministério Público investigam as circunstâncias do caso.

Uma jovem de 28 anos, natural de Londrina, sofreu uma grave lesão cerebral e ficou com sequelas neurológicas após passar mal durante um passeio na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo.

O episódio aconteceu em 20 de abril de 2026 e permanece sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. Até o momento, a apuração não concluiu se houve alguma falha na atração ou responsabilidade do parque.

Jovem ficou desacordada e teve convulsões

A jovem estava acompanhada do marido quando decidiu andar pela segunda vez na montanha-russa, por volta das 16h30.

Conforme o relato do marido registrado no inquérito, o percurso teria apresentado fortes impactos e solavancos. Quando o carrinho retornou à estação, a jovem estava desacordada e apresentava convulsões.

Ela recebeu atendimento inicial no ambulatório do Hopi Hari e posteriormente foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo.

Lesão cerebral exigiu cirurgia de emergência

Os exames identificaram hematoma subdural e hemorragia intracraniana. Diante da gravidade do quadro, a jovem precisou passar por uma craniotomia de emergência para controlar o sangramento e a pressão dentro do crânio.

Ela permaneceu internada por aproximadamente dois meses em Vinhedo e posteriormente foi transferida para Londrina. Outros procedimentos médicos também foram necessários durante o período de recuperação.

Atualmente, a jovem apresenta comprometimento neurológico grave, incluindo perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo e limitações na fala. Segundo a família, ela continua realizando tratamentos e necessita de reabilitação.

Laudos relacionam quadro a trauma

Laudos médicos incluídos na investigação apontam que hipóteses como uma malformação arteriovenosa congênita e um AVC espontâneo foram descartadas. Conforme os documentos apresentados no caso, o quadro foi relacionado a um trauma ocorrido durante o passeio.

O Ministério Público solicitou novas diligências para tentar esclarecer as circunstâncias do episódio.

Entre as medidas está uma perícia técnica no carrinho utilizado pela jovem e na estrutura da Montezum, além da análise de documentos médicos e de informações relacionadas ao sistema de imagens da atração.

A apuração deverá verificar se houve algum problema no equipamento e se as forças e movimentos registrados durante o percurso podem estar relacionados às lesões.

Família questiona atendimento e assistência

A mãe da jovem questionou publicamente o atendimento prestado à filha após o episódio. Segundo ela, a jovem teria permanecido por um período prolongado em convulsão e poderia ter recebido outros procedimentos durante o transporte ao hospital.

A família também questiona a assistência oferecida posteriormente pelo parque. A defesa afirma que não houve pagamento de seguro ou indenização para custear os danos e tratamentos relacionados ao caso.

Hopi Hari diz que atração segue normas de segurança

O Hopi Hari afirma que a Montezum possui certificação internacional de segurança emitida pelo grupo alemão TÜV Nord e segue normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O parque também afirma realizar inspeções e manutenções preventivas antes da abertura ao público, com verificações de trilhos, travas, cintos, sistemas elétricos e mecanismos de frenagem.

Sobre o atendimento, a administração sustenta que a jovem recebeu assistência no ambulatório e foi encaminhada à Santa Casa de Vinhedo. O parque também afirma ter custeado despesas relacionadas à permanência na cidade durante a internação e disponibilizado um seguro à família.

A defesa da jovem contesta a informação sobre o seguro e afirma que não houve indenização securitária relacionada ao episódio.

A Montezum é uma montanha-russa de madeira com percurso superior a um quilômetro e velocidade que pode chegar a aproximadamente 103 km/h.

As circunstâncias do caso continuam sendo investigadas.