A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta sexta-feira (30) que quatro petroleiros atingiram minas navais e pegaram fogo enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo.
Segundo a versão divulgada pela mídia estatal iraniana, uma das embarcações transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo. As autoridades iranianas alegaram que os navios utilizaram rotas não autorizadas e ignoraram alertas emitidos por Teerã.
A Associated Press informou, porém, que não conseguiu verificar de forma independente as afirmações iranianas sobre os quatro navios e as circunstâncias dos incidentes.
Separadamente, Omã comunicou a retirada de 25 tripulantes de um petroleiro com bandeira do Panamá que pegou fogo após um ataque no Estreito de Ormuz. Ainda não está claro se esse caso tem relação com os incêndios relatados pelo Irã.
A agência britânica de monitoramento marítimo também informou que uma embarcação foi atingida por um projétil de origem desconhecida ao sul da ilha de Lavan. A tripulação estava em segurança.
O Estreito de Ormuz é uma passagem fundamental para o comércio global de energia. Qualquer interrupção prolongada na região pode afetar o transporte de petróleo, elevar os custos de navegação e pressionar os preços internacionais dos combustíveis.
Os episódios aumentam a preocupação com a segurança marítima em meio à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A situação segue em desenvolvimento e as informações sobre os navios ainda dependem de confirmação independente.





